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Os ex-países comunistas não entraram em colapso. Mas achar maneiras de diminuir o atraso em relação ao ocidente é difícil.
Mesmo com o crescimento, os cidadãos afirmaram em 2006 que a qualidade de vida tinha caído se comparado a 1989. São 17 anos de liberalização, privatização e estabilização. O rápido crescimento trouxe desânimo devido aos políticos corruptos e burocratas mandões, segundo a Economist. Apesar disso, a população tem acesso à saúde e à educação de qualidade se comparado aos padrões ocidentais. A recuperação do PIB, que caiu 6,2% este ano deve demorar a acontecer. Os europeus do leste pagam impostos mais altos, têm dívidas maiores, menos gastos públicos, salários mais baixos e menos emprego.
O empréstimo de dezenas de bilhões de dólares feito pela União Europeia, pelo FMI e outros afastou o colapso. Falar sobre os ex-países comunistas como se fossem uma única região não faz sentido. Economias dependentes de matérias primas como a Rússia e o Cazaquistão tem um conjunto de problemas. Já economias manufatureiras como a Hungria e a Estônia apresentam outros.
A Polônia, que é sustentada pela forte demanda interna, será a única economia da União Europeia a crescer este ano, apesar de sua crescente dívida pública ser uma preocupação. A Eslovênia e a Eslováquia já adotaram o euro, e a Estônia talvez seja a próxima. Países do leste e do sul tendem a ser mais pobres, e mal administrados. Países que fazem parte da União Europeia ou próximos cresceram graças às exportações de bens e serviços e dos grandes fluxos de capital. O efeito disso foi benéfico, mas as desvantagens também estão visíveis como uma grande dependência de indústrias específicas (por exemplo carros na Eslováquia) ou da demanda da Europa Ocidental.
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