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Rússia

Medvedev critica revisionismo sobre Stálin

1/11/2009 | Enviar | Imprimir | Comentários: 3 | A A A

O presidente russo, Dmitry Medvedev, divulgou vídeo nesta sexta-feira, 30, em que condena aqueles que tentam reabilitar o líder comunista Josef Stálin. Medvedev afirmou que o desenvolvimento de uma nação não pode ser feito ao preço de sofrimento e vidas humanas.

No país, o dia 30 de outubro lembra as vítimas do regime stalinista. O presidente alertou para o perigo que representa o fato dos russos não conhecerem a história das vítimas de Stálin. “Quase 90% de nossos cidadãos entre 18 e 24 anos de idade não sabiam dizer o nome de pessoas famosas que sofreram ou morreram nos anos de repressão.”

Medvedev se colocou contra a tendência revisionista que aconteceu durante o governo do agora primeiro-ministro, Vladimir Putin. Durante seu governo, livros didáticos foram reescritos para destacar os feitos do ditador.

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3 opiniões para o artigo: Medvedev critica revisionismo sobre Stálin

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Opinião de Marluizo Pires Cruz
Na data: 31 de janeiro de 2010 as 16:05

A verdade pertence a todos que participarão da história,quem descreve a história,descreve a sua verdade.Que são fragmento da VERDADEIRA HISTÓRIA.Perdoar sofrimento é ato pessoal.

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Opinião de luiz antonio vieira barbi
Na data: 1 de novembro de 2009 as 11:56

E AQUELA PERIGOSSISSIMA MANIA DE FICAR ESCARAFUNCHANDO O PASSADO…EM VEZ DE ESQUECER!! O QUE FOI FEITO NO PASSADO, FOI FEITO, O NOSSO ATUAL PONTO DE VISTA NUNCA VAI ENTENDER…O TEMPO PASSOU, AS COISAS, OS VALORES, TUDO MUDOU…ESCARAFUNCHANDO O PASSADO, SEMPRE SE DA ORIGENS A CONFUSOES..VEJA AQUI NO BRASIL A TURMINHA DE DESOCUPADOS OCUPADISSIMOS COM A FINADA REVOLUCAO DE 1964…DE ONDE SE ORIGINOU A DILMA 2010…..

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Opinião de Luiz Leitão
Na data: 1 de novembro de 2009 as 10:14

Que bom que esta notícia saiu mancheteada aqui no ON. Eu queria comentá-la, e não “adonde”, quer dizer, tinha o blogue, mas nem sem se compara.

A velha China incensa o assassino Mao, e a também antiga Rússia vem alimentando essa nostalgia do horror.

Que Medvedev está certíssimo ao condenar o culto ao tirano é indiscutível, mas, sendo ele, o presidente de direto, um cria do chefe de facto, que foi da KGB e nada tem de democrático, fica a dúvida se não se trata de encenação.

Seja como for, as palavras têm seu peso, e a tendência geral é sempre tomá-las pelo valor de face. Antes assim, portanto, do que na China, onde Mao ainda é “O cara”, com a complacência da classe governante.

E por que é que na Alemanha, por exemplo, a exaltação a Hitler não ocorre – ao menos assim, descaradamente?

Talvez porque os Judeus, incansavelmente, mantenham viva a triste memória do Holocausto, enquanto a mídia e os governos de China e Rússia, entre os grandes, não fazem essa homenagem histórica anual às vítimas da Revolução Cultural, ou, em escala menor, se é que se pode reduzir a números a importância do massacre de seres humanos, os horrores de Pol Pot, no Camboja, a destruição de Timor Leste, país de idioma português, pelos indonésios.

Já a Sérvia tem mantido acesa a chama da indignidade cometida pelos ignóbeis Radovan Karadzic e Slobodan Milosevic.

O Congo, coitado, que recursos tem para recordar seus quatro milhões de mortos?

Ali na África, das tantas atrocidades perpetradas, só o genocidio em Ruanda é mais conhecido popularmente, por causa do filme. E Darfur, porque é um espetáculo de desumanidade ainda em cartaz.

Já a Somália, um Estado falido há quase duas décadas, riscado do mapa da solidariedade mundial, que dirá da memória futura das tragédias humanas, talvez ressuscite na imprensa mundial se o terrorismo que os EUA imaginam que estão combatendo na Ásia Central ressurgir por ali.