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Enquanto as ex-ditaduras respiram democracia, o país experimenta uma política inusitada. Por Claudio Carneiro.
O assassino de um advogado dos direitos humanos e de uma jovem jornalista que lutavam contra o fascismo foi preso no dia 4 de novembro.
Nikita Tikhonov, de 29 anos, admitiu o crime e estava sendo procurado desde 2006. Ele faz parte de uma grupo ultra-nacionalista que se auto denomina agência de relações públicas, uma gangue e um partido político. Segundo um centro independente que monitora o nacionalismo e a xenofobia, o movimento ultra-nacionalista se tornou institucional em várias cidades. Antes de sua prisão, a extrema direita russa comemorava a sensação de impunidade.
A segurança russa e a polícia até agora eram tolerantes e até protegiam esses grupos. Além disso, a retórica xenófoba de muitos funcionários deu um senso de legitimidade para os ultranacionalistas. A prisão de Tikhonov e de sua companheira parece fazer parte de uma séria operação da polícia contra os neofascistas em Moscou. A polícia destruiu a maioria dos grupos militantes e fez diversas prisões. Os ultra-nacionalistas se voltaram contra o governo e agora são vistos como uma ameaça capaz de desestabilizar o país.
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