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Europeus se juntam a banco chinês que promete rivalizar com Banco Mundial

Crescimento do AIIB entre os países ocidentais ameaça a liderança dos Estados Unidos na região da Ásia-Pacífico

Europeus se juntam a banco chinês que promete rivalizar com Banco Mundial
Decisão das maiores economias europeias acirra ainda mais a disputa pela influência na Ásia entre EUA e China (Arte: Reprodução/Internet)

França, Alemanha e Itália seguiram o exemplo do Reino Unido e se uniram aos esforços da China para a criação do Banco Asiático de Infraestrutura e Investimento (BAII), um potencial  rival do Banco Mundial, que tem sede em Washington. A decisão representa um forte golpe nos Estados Unidos, que luta para manter os países ocidentais fora da influência e liderança da economia chinesa.

Leia mais: Por que a China quer criar um novo ‘Banco Mundial’ na Ásia?

Enquanto isso, a Austrália, aliada-chave dos EUA que vem sendo pressionada a não se juntar ao BAII, afirmou que também irá rever sua posição. A decisão dos europeus representa uma derrota para o governo Obama, que argumentou que os ocidentais poderiam ter mais influência sobre o funcionamento do novo banco se ficassem juntos, sem se associar a ele e forçando um aumento na taxa de empréstimo.

O BAII, que foi oficialmente lançado no ano passado pelo presidente chinês Xi Jiping, é um dos elementos chineses na política de criar novas instituições financeiras e econômicas para aumentar sua influência internacional. Ele se torna um ponto central na disputa de poder entre Estados Unidos e China para definir quem irá controlar economias asiáticas nas próximas décadas.

Reino Unido busca prioridade

Na semana passada, o Reino Unido se tornou o primeiro dos países do G7 a anunciar sua entrada no BAII . O governo britânico explicou que a pressa se deve à proximidade da eleição geral no país em 7 de maio.

O governo americano fez críticas à decisão do Reino Unido, afirmando que os britânicos tomaram a decisão por motivos meramente financeiros sem pensar nas implicações geopolíticas para a região da Ásia-Pacífico.

Com esse movimento, o governo londrino espera se tornar o destino número um das verbas chinesas. A Coreia do Sul, aliada dos EUA, também passou a cogitar a entrada no novo banco. O Japão, um dos mais influentes da região, deve permanecer ao lado dos americanos.

Fontes:
Financial Times-Europeans defy US to join China-led development bank

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