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INVESTIGAÇÃO

Ex-diretor da CIA e a ‘descarada’ interferência russa nas eleições americanas

Mesmo contra a vontade do presidente Donald Trump, o FBI continua as investigações sobre o papel do governo russo nas eleições presidenciais

Ex-diretor da CIA e a ‘descarada’ interferência russa nas eleições americanas
Brennan – que chefiou a agência no Governo Obama - chegou a dizer que a intromissão se deu de forma “descarada” (Foto: Wikimedia)

Mesmo diante da negativa de Moscou, os norte-americanos estão certos de que os russos interferiram, e muito, nas recentes eleições dos Estados Unidos. Esta semana, o ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Brennan, afirmou que os serviços de informação já sabem que sócios de Donald Trump mantiveram contato com autoridades da Rússia durante a campanha presidencial de 2016.

Brennan – que chefiou a agência no Governo Obama – chegou a dizer que a intromissão se deu de forma “descarada”, mesmo depois de ouvir do chefe do serviço de inteligência russo, Alexander Bortnikov, em agosto passado, que as acusações eram falsas.

Mesmo contra a vontade do presidente Donald Trump – a exemplo do que também ocorre com Temer no Brasil em relação à Lava Jato – a Agência Federal de Investigação (FBI), a Polícia Federal de lá – insiste nas investigações.

Assim como Michel Temer, Donald Trump está em maus lençóis.

Em depoimento ao Comitê de Serviços Armados do Senado, o diretor de Inteligência Nacional, Dan Coats se recusou a comentar sobre um suposto pedido de Trump para que ele afirmasse publicamente que não houve conluio com os russos – como havia publicado o jornal Washington Post. “Sobre esse tópico, assim como outros, eu não acredito que seja apropriado caracterizar discussões, conversas com o presidente”, limitou-se a dizer.

Também lembrando os acusados por delações premiadas no Brasil, Coats afirmou não saber de nada sobre o pedido do presidente ao ex-diretor do FBI, James Comey, para que aliviasse as investigações sobre o ex-conselheiro de segurança de Trump, Mike Flynn – que renunciou ao cargo em fevereiro.

Flynn caiu em desgraça após revelações de que teria discutido sanções impostas pelos EUA à Rússia com o embaixador russo em Washington antes da posse de Trump, e pior, que teria dado informações equivocadas ao vice-presidente, Mike Pence, sobre essas conversas.

Se os Estados Unidos não vivem uma Lava-Jato, falta pouco.

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1 Opinião

  1. Norberto LGUIMARAES disse:

    Independentemente da substância e das convicções sobre o Presidente Temer, a comparação forçado das investigações nos EUA referentes à interferência da Rússia nas eleições americanas de 2016 e as investigações internas da PGR sobre Temer é abusiva e um mau serviço ao jornalismo. Artigo de opinião não pode ser chamado de jornalismo de investigação.

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