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DIESELGATE

Ex-executivo da Volkswagen é condenado a 7 anos de prisão

O alemão Oliver Schmidt foi o segundo executivo da Volkswagen a ser condenado pelo escândalo “Dieselgate”

Ex-executivo da Volkswagen é condenado a 7 anos de prisão
A Volkswagen criou um dispositivo para burlar o controle de poluição em 11 milhões de veículos a diesel (Flickr/Miron Gontarek)

O ex-executivo da montadora Volkswagen, Oliver Schmidt, foi condenado a sete anos de prisão pelo escândalo “Dieselgate”, fraude que consistia em instalar em modelos da montadora dispositivos para burlar inspeções de controle de emissões de poluentes.

O esquema veio à tona em 2015 e custou US$ 30 bilhões à empresa alemã. Além da sentença, Schmidt terá que pagar uma multa de US$ 400 mil, conforme a condenação, definida na última quarta-feira, 6.

O ex-executivo, que coordenava o departamento de conformidade regular da Volkswagen nos Estados Unidos, é o segundo a ser preso de um total de oito executivos condenados  – seis deles permanecem na Alemanha. Em agosto deste ano, o engenheiro James Liang recebeu a sentença de apenas 3 anos e 4 meses de prisão, pois cooperou nas investigações do FBI.

De acordo com o juiz federal Sean Cox, de Detroit, Oliver Schmidt foi peça fundamental nos esquemas de fraude da Volkswagen, no qual foram instalados dispositivos em 11 milhões de veículos movidos a diesel para burlar os controles de poluição.

“Tenho certeza, com base no bom senso, que você viu este encobrimento como uma oportunidade de brilhar – para escalar a escada corporativa da VW. Seu objetivo era impressionar a alta administração”, destacou o juiz em sua decisão.

Em 2015, Oliver Schmidt foi aos Estados Unidos, mas não divulgou a existência do dispositivo, permitindo que os veículos passassem falsamente nos testes de emissões. Além disso, enganou investigadores e destruiu documentos, segundo o tribunal.

Os advogados de Schmidt, que comandavam o escritório de Engenharia e Meio Ambiente da Volkswagen em Michigan, informaram que o executivo só se envolveu com a fraude em 2015, quando já havia passado quase uma década de sua existência – o dispositivo foi implantado pela primeira vez em 2006. O alemão, por sua vez, admitiu a culpa, dizendo que aceita “a responsabilidade pelo erro cometido”.

“Dieselgate”

O escândalo “Dieselgate” ganhou os noticiários em setembro de 2015, quando o presidente do conselho executivo da Volkswagen Martin Winterkorn admitiu que a montadora alemã criou um dispositivo para burlar o controle de poluição em 11 milhões de veículos a diesel vendidos em vários países do mundo. A denúncia foi feita pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês).

A Volkswagen instalou em seus modelos um dispositivo que detecta quando o carro está sendo inspecionado e ajusta o nível de poluentes emitidos pelo motor aos padrões exigidos, o que não ocorre quando os carros estão em situações normais. Logo, os veículos poluíam mais do que os dados divulgados pela montadora.

As fraudes fizeram os números da Volkswagen caírem abruptamente, levando a montadora alemã a registrar um prejuízo de 3,5 bilhões de euros no último trimestre de 2015, o primeiro déficit em 15 anos.

Fontes:
Independent - Former Volkswagen executive sentenced to seven years in prison over 'Dieselgate' emissions scam

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1 Opinião

  1. luciano conceição da paz disse:

    Esse alemão,deve ser brasileiro.

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