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'ESQUADRÕES DA MORTE'

Ex-policial acusa presidente das Filipinas de ordenar assassinatos de opositores

Ex-agente da polícia admitiu a existência de 'esquadrões da morte' comandados por Rodrigo Duterte

Ex-policial acusa presidente das Filipinas de ordenar assassinatos de opositores
Rodrigo Duterte tomou posse como presidente das Filipinas no dia 30 de junho de 2016 (Fonte: Reprodução/Wikimedia Commons)

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 20, o ex-agente da polícia Arturo Lascañas admitiu a existência de “esquadrões da morte” nas Filipinas comandados pelo presidente Rodrigo Duterte quando ele era prefeito de Davao.

Leia também: A sangrenta guerra às drogas nas Filipinas

Lascañas, que foi agente até dezembro do ano passado, esteve no Senado do país a pedido do Grupo de Assistência Legal Gratuita sob o amparo da ONU. O ex-policial afirmou que Duterte contratou bandidos para matar opositores.

Ainda de acordo com Lascañas, o então prefeito Rodrigo Duterte pagava aos bandidos quantias de 20 mil pesos (cerca de US$ 400), 50 mil (cerca de US$ 995) ou 100 mil (cerca de 1.990).

Em outubro, o policial havia negado no Senado a existência dos “esquadrões da morte”. Lascañas foi um dos policiais mais próximos a Duterte nos mais de 20 anos em que ele atuou como prefeito de Davao, o que ocorreu em vários períodos entre 1988 e 2016.

A nova declaração de Lascañas causou surpresa e pode ajudar a recuperar o caso após outro ex-membro dos supostos esquadrões, Edgar Matobato, ter acusado, em dezembro, Duterte de ordenar assassinatos de opositores.

Rodrigo Duterte tomou posse como presidente das Filipinas no dia 30 de junho de 2016. Desde então, vem recebendo inúmeras críticas por conta de seu programa de combate às drogas que já desencadeou mais de 7 mil mortes, muitas com sinais de execução “extrajudicial”.

Fontes:
G1 - Ex-policial acusa presidente das Filipinas de ordenar assassinatos quando era prefeito

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