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Rússia

Executivo reconhece independência de Ossétia e Abecásia

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Desafiando as pressões do Ocidente, o presidente russo, Dmitry Medvedev, anunciou, nesta terça-feira, que Moscou decidiu reconhecer duas regiões separatistas da Geórgia como estados independentes. O anúncio foi feito em um canal de televisão.

A decisão da Rússia acirra as tensões com o Ocidente, que pressionou Moscou para não aceitar a independência da Ossétia e da Abecásia e apoiar a integridade do território georgiano.

Fontes:
NY Times - Russia Recognizes Georgian Rebel Regions

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9 Opiniões

  1. Nathan Buzzatto disse:

    o grande problema do apoio aos movimentos separetistas é o que já foi chamado de " dominio effect" pela Deutsche Welle, uma consequencia direta do que o ONU tem interpretado sobre o Direito de auto-afirmação dos povos. o Apoio russo aos separatistas geórgios, incentiva outras regioes na Europa com os mesmos movimentos. quando Kossovo tornou-se independente, uma onda de movimentos sociais separatistas passou pela Europa, essa decisão do governo russo certamente é arbitrária neste sentido e discriminatória, pelos motivos ao apoio alegados por parte do governo russo, eles também deveriam apoiar a formação da Chechenia, e outros Estados separatistas do cáucaso

  2. Fernando disse:

    Eu tenho certeza que essa ato vergonhoso do governo Rússo, não vai ficar impune e que à ONO deve fazer alguma coisa.
    Eu creio que o governo dos Estados Unidos não vão tomar nenhuma providência ou fazer uma jagada perigosa como mandar um porta aviões para o local querendo resolver tudo com armas ou bombas.
    Esse tipo de atitude deve ser tomada pela ONO.
    É um perigo para raça humana uma terceira guerra mundial.
    Os poderosos tem que ter mais resposabilidade com o cargo que está temporáriamente exercendo..

  3. Felipe de Paiva Lima disse:

    Quando os russos não reconheceram a independência da Chechênia todos a criticaram, e os EUA foram um dos primeiros a reconhecer (a independência).
    Agora, ok, interessa aos russos, mas quando eles reconhecem a soberania da Ossétia, depois de um bombardeio Georgiano que matou observadores russos o mundo todo critíca a Rússia?
    Me parece que estão havendo muita propaganda pró Otan e pouca discussão séria sobre o assunto, principalmente nas opiniões.
    Mas concordo com a atitude russa, dado o avanço da Otan no seu entorno. A Otan hoje se protege de quem? Por quê?
    Se o resto da América Latina fizesse uma aliança militar com os EUA, eu também ficaria preucupado.

  4. Nathan Buzzatto disse:

    A característica principal da OTAN e da ONU é de serem organizações com efetivos para intervenção imediata em questões de ameaça à paz. A atitude russa fere o princípio da soberania e o princípio do equilíbrio, neste caso, e após as incurssões russas na Geórgia evidencia-se que há animus beligerandi e por isso uma contra-medida da OTAN é esperada e bem vinda, posto que a ONU não deve se manifestar uma vez que EUA e Rússia são membros permanentes e com poder de veto no Conselho de Segurança, o que sobra é a OTAN para controlar a situação, isso se não tiver que enfrentar também os Estados-membros da CEI

  5. Henrique disse:

    Interessante vermos tanta informação na mídia criticando os Russos mas quem atacou a Ossétia foram os Georgianos, inclusive, no mesmo dia em que o próprio presidente da Geórgia declarou em discurso que não faria uma intervenção militar. A Ossétia e Abecásia não são de origem Georgiana, a maioria da população é Russa mas como apoiar os Russos fere aos interesses americanos .. por isto são chamados de Separatistas…oras… nunca serão Georgianos!
    Porque a ONU não fez como na antiga Iuguslávia, Chechênia, Albânia etc.. e reconheceu a Independência destes pequenos países? Porque ninguém procura ouvir os cidadãos destes locais? Não sou pró-Russia tampouco comunista mas os Russos estão certos em manter a ordem em suas fronteiras e a defese de seus cidadãos.
    O Brasil deveria fazer o mesmo com seus vizinhos… já tivemos refinarias "roubadas", território invadido, ONGs demarcando terras e criando "nações indígenas" e agora a afronta do Paraguai reinvindicando tarifas de Itaipu, hidroelétrica esta na qual não investiram um tostão… está faltando (aos comunistas/neo captalistas corruptos do PT) uma filosofia Russa DE DEFESA por aqui !!

  6. Nathan Buzzatto disse:

    A questão da Ossétia é delicada uma vez que assim como Kossovo, Chechênia e e outros houve uma declaração unilateral de independência, no caso da ex-Yoguslávia houve o apoio dos EUA, e por isso a ONU interviu, já no caso atual, ficou exposta uma séria falha da ONU, o fato de as Intervenções apenas ocorrerem com o apoio do Conselho de Segurança, e de países como os EUA e a Rússia, que vivem em conflito diplomático terem poder de veto.
    o que poderia ser feito seria usar da UNITING FOR PEACE CONVENTION da assembléia geral para que a ONU se Manifeste de um lado ou de outro sem esperar o CS. ainda sim, qualquer dos lados favorecidos geraria confusão, vale lembrar que a Irlanda do Norte, Tibet, Cashemira, Taiwan, entre outros separatistas dariam início a atos de violência separatista uma vez que a auto-determinação dos povos é princípio adotado pela ONU, o apoio geraria costume internacional, e como consequencia isso forçaria a Assembleia Geral reconhecer todos estes estados novos, ou a própria ONU entraria em colapso, por estes motivos a separação da Ossétia e Abecássia seria prejudicial. uma postura anti-separatista internacional neste caso é plenamente plausível e bem-vinda.

  7. Dorival Silva disse:

    O Nathan mistura províncias separatistas, como Cashemira ou Taiwan, com países independentes que foram conquistados militarmente, como Tibete e Irlanda. São casos completamente diferentes.

  8. Nathan Buzzatto disse:

    Tanto Taiwan como Chechênia, kossovo, Cashemira, Irlanda do Norte, Ossétia, Abecásia,ou outro lugar qualquer, independentemente do motivo e do historio, são classificados como regiões separatistas.
    A crise em nível mundial dos movimentos separatistas em suma não é diferente uma da outra, o que se tem oposto é o princípio da auto-determinação dos povos ao princípio da soberania.
    Por Auto-determinação, entenda-se o princípio de que as populações habitantes de um determinado território que compõem ou não um Estado-nação (tríade Estado – Povo – Território) têm de afirmarem perante todas as outras populações sua capacidade de se auto-governarem, manterem a criação cultural e tradições próprias, de terem soberania, e de constituírem as suas próprias leis.
    Por Soberania, entenda-se, por sua vez, a idéia de igualdade de todos os Estados na comunidade internacional.
    Estes dois princípios se chocam quando temos uma região separatista, independentemente do lugar e das circunstâncias em que ocorram.
    Posto que todo o separatismo tem este conflito em comum, retorno à minha antiga opinião, a ONU por não hierarquizar seus órgãos máximos tem conflito interno para julgar se deve ou não reconhecer, por exemplo, a soberania da Ossétia e Abecásia.
    Enquanto isso o OTAN que parece estar antecipando manobras no mar negro já demonstra sua intenção anti-separatista.
    O Dominio Effect do apoio de uma organização internacional deste porte a um movimento separatista poderia trazer incidentes que desacreditariam a ONU e a OTAN como capazes de manter a paz. Vale lembrar que no caso de Taiwan, a ilha rebelde já teve representação permanente no Conselho de Segurança, que hoje é exercida pela China continental. O apoio a uma região separatista a este grau foi motivadora de grandes críticas às decisões do conselho à época.
    Por isso não deve a ONU nem a OTAN apoiarem a desagregação do território, como inclusive já tem sido feito pelo não reconhecimento do governo. A pressão militar russa apenas dificultou uma possível independência uma vez que o objetivo separatista não é de constituição de novo Estado e sim satisfazer a população de origem russa da região em reatar ao território russo.
    Além disso a ONU vem interpretando recentemente o direito de auto-determinação dos povos, não como o direito de serem independentes, mas de todas as etnias terem representação no governo local. Essa nova interpretação evidencia que os movimentos separatistas não são bem vindos no âmbito internacional e que a posição de apoio russa é errada.

  9. Nathan Buzzatto disse:

    Tanto Taiwan como Chechênia, kossovo, Cashemira, Irlanda do Norte, Ossétia, Abecásia,ou outro lugar qualquer, independentemente do motivo e do historio, são classificados como regiões separatistas.
    A crise em nível mundial dos movimentos separatistas em suma não é diferente uma da outra, o que se tem oposto é o princípio da auto-determinação dos povos ao princípio da soberania.
    Por Auto-determinação, entenda-se o princípio de que as populações habitantes de um determinado território que compõem ou não um Estado-nação (tríade Estado – Povo – Território) têm de afirmarem perante todas as outras populações sua capacidade de se auto-governarem, manterem a criação cultural e tradições próprias, de terem soberania, e de constituírem as suas próprias leis.
    Por Soberania, entenda-se, por sua vez, a idéia de igualdade de todos os Estados na comunidade internacional.
    Estes dois princípios se chocam quando temos uma região separatista, independentemente do lugar e das circunstâncias em que ocorram.
    Posto que todo o separatismo tem este conflito em comum, retorno à minha antiga opinião, a ONU por não hierarquizar seus órgãos máximos tem conflito interno para julgar se deve ou não reconhecer, por exemplo, a soberania da Ossétia e Abecásia.
    Enquanto isso o OTAN que parece estar antecipando manobras no mar negro já demonstra sua intenção anti-separatista.
    O Dominio Effect do apoio de uma organização internacional deste porte a um movimento separatista poderia trazer incidentes que desacreditariam a ONU e a OTAN como capazes de manter a paz. Vale lembrar que no caso de Taiwan, a ilha rebelde já teve representação permanente no Conselho de Segurança, que hoje é exercida pela China continental. O apoio a uma região separatista a este grau foi motivadora de grandes críticas às decisões do conselho à época.
    Por isso não deve a ONU nem a OTAN apoiarem a desagregação do território, como inclusive já tem sido feito pelo não reconhecimento do governo. A pressão militar russa apenas dificultou uma possível independência uma vez que o objetivo separatista não é de constituição de novo Estado e sim satisfazer a população de origem russa da região em reatar ao território russo.
    Além disso a ONU vem interpretando recentemente o direito de auto-determinação dos povos, não como o direito de serem independentes, mas de todas as etnias terem representação no governo local. Essa nova interpretação evidencia que os movimentos separatistas não são bem vindos no âmbito internacional e que a posição de apoio russa é errada.

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