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Separatismo

Exemplo americano para o Brasil

O povo indígena, por meio de seus representantes da tribo Sioux, também conhecida como Lakota, em 19 de dezembro de 2007, declarou independência em plena capital dos Estados Unidos, Washington, e passou a ser uma nação soberana.  A partir desse momento deixaram de existir os acordos estabelecidos nos tratados de 1851 e 1868, que foram firmados no Fort Laramie, Wyoming entre a Nação Indígena Lakota ou Sioux e o Governo dos EEUU. A declaração foi aceita sem armas e derramamento de sangue, pacificamente. Nascia um novo país, a "República de Lakota", fincado no interior da nação soberana norte-americana, a potência econômica e bélica mais poderosa do mundo, intervencionista de acordo com os seus interesses.

A nova nação, independente, é formada pelas reservas indígenas dos estados de Dakota do Norte, Dakota do Sul, Nebraska, Wyoming e Montana, um território de 200.000 Km2 de extensão, maior do que dois Portugal (2 x 92.000 = 184.000 Km2) — será que o Brasil já reconheceu e terá embaixada nesse recém-criado país?

Como há bem pouco tempo ocorreu, um casal de índios da Terra Indígena Raposa/Serra do Sol (TIRSS), Roraima, em peregrinação pela Europa, conseguiu levar, inclusive, o Papa no "papo", os representantes silvícolas do novo país enquistado no território dos Estados Unidos da América do Norte saíram em busca de apoio internacional. Bateram na porta da Venezuela, Chile, Bolívia, África do Sul e tudo indica que já gozam da simpatia da Irlanda, Timor-Leste e da Rússia — Putin não perderia essa oportunidade — para o reconhecimento da sua independência. 

Para os brasileiros ficarem espertos

Se a nação USA, ainda, a mais poderosa do planeta tem um país indígena encalacrado no seu patrimônio territorial, declarado por uma das três tribos Sioux, como a "República de Lakota", o que dizer da riquíssima TIRSS no nordeste do estado brasileiro de Roraima? Nações soberanas, entre elas a poderosa Rússia, já demonstram interesse no reconhecimento da independência do novo país dentro das terras do Tio Sam.

Para os brasileiros, o acontecimento que os americanos estão atualmente vivenciando serve de alerta sobre a grave ameaça de pulverização em 217 países (216 reservas indígenas + o Brasil) que paira sobre o território nacional. A questão da demarcação das terras da Serra do Sol em extensão contínua com fronteiras pobremente povoadas, ou mesmo despovoadas e desguarnecidas, é um atrativo para as nações cobiçosas ávidas por se apoderarem das riquezas que estão ficando raras no mundo e são abundantes na TIRSS.

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem que estar ciente de que o jogo está em andamento e que a próxima jogada requer, para a vitória do Brasil, que seja executada com a fiel e sincera consciência de patriótica brasilidade.

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4 Opiniões

  1. João Demetrio disse:

    Pareceu-me um tanto alarmista o texto do Sr.Tavares.Dispondo de pouco espaço, digo que devemos observar que trata-se de duas realidades totalmente diferentes.O sistema jurídico americano"reconheceu"através de tratados aquela naçao indígena no século 19.Os nosso índios são tutelados pelo Estado.Assim, é impossível o "reconhecimento"da nação "Terra do Sol".O que o governo brasileiro pretende é demarcar o território e permitir que a cultura índia possa permanecer viva.Parece que o Sr.Tavares não conhece o trabalho de um grande militar de nome Cândido Mariano da Silva Rondon, ou como é mais conhecido, Marechal Rondon que soube levar seu trabalho sem entrar em conflito com as comunidades indígenas que encontrava pelo seu caminho.Seu trabalho foi reconhecido inclusive por intelectuais do quilate do Professor Darcy Ribeiro.

  2. manoel soriano neto disse:

    Excelente o trabalho do Dr Edvaldo Tavares, nos alertando do que ocorreu nos EEUU, quanto a uma etnia indígena. Longe de ser uma postura alarmista, o mesmo pode acontecer em nosso País, mercê da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, da ONU, com o impatriótico voto do Brasil (observe-se que a "criação" da Nação Lakota se deu após a dita Declaração, de Set 2007). Acrescente-se que é louvável o trabalho do marechal Rondon, que sempre advogou a integração progressiva dos índios à comunidade nacional, sonho acalentado desde José Bonifácio, o que é desmentido, errôneamente, pelo presidente da FUNAI, Sr Mércio, e parece que endossado por outro comentatarista do artigo, Sr Demétrio. Será que não cabe alternativa aos índios, a fim de escolherem como prtendem viver? O indígena será sempre o "bon sauvage" de Jean Jacques Rousseau, com a permanente e imutável preservação de seus hábitos, usos e costumes?
    Palmas, muitas palmas, Dr Edvaldo! Permaneçamos de atalaia em defesa de um Brasil íntegro em sua territorialidae, onde devem conviver, harmoniosamente, índios e não-índios. Que nos sirvam de exemplo os casos dos EEUU, Kosovo, Ossétia, etc, para que que o amado Brasil não seja fragmentado em "n" Nações Indígenas.
    Manoel Soriano Neto, Cel EB, Historiador Militar.

  3. Emerson disse:

    Esse artigo(?) e totalmente desonesto. Existem meios mais inteligentes de se opor a reserva. O exemplo usado e grotesco.

  4. João Demetrio disse:

    Não me pareceu impatriótico o voto brasileiro na ONU em relação à Declaração Universal dos Dir.dos Povos Indígenas,quando inclusive alguns artigos receberam voto em separado. Nossa Constituição Federal em 1988 e portanto anterior àquele documento da ONU ( de set/2007)reconhece direitos dos nossos índios.A autodeterminação, conceito a partir da qual a ONU reconhece direitos de autonomia política, está circunscrito aos tempos políticos em que a soberania dos países onde os povos indígenas estão inseridos prevalece sobre a intencionalidade subscrita no conceito de autodeterminação. Assim, continuo acreditando na nossa Suprema Corte, que saberá julgar os direitos já definidos no Art.231 da nossa Carta Magna bem como nas instituições que defendem há muito tempo e com muito sacrifício nossa fronteira setentrional.

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