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Explosões na China mostram nova regras em gestão de desastres

O governo mostrou comportamento mais tolerante e transparente frente aos abalos das explosões

Explosões na China mostram nova regras em gestão de desastres
O presidente Xi Jinping incentivou todos os esforços e total transparência sobre a causa do desastre (Foto: Wikimedia)

“Parecia o início de uma guerra”, disse Guo Jianfu, que dormia em um alojamento de trabalhadores no momento das duas grandes explosões que abalaram a cidade de Tianjin na noite de 12 de agosto. “Eu pensei que o Japão estivesse nos bombardeando”.

As explosões, que aconteceram em um depósito industrial localizado no nordeste da China, mataram 44 pessoas e deixaram mais de 400 feridos. Uma faixa da zona industrial foi devastada.

As explosões de Tianjin mostraram as novas regras para gestão de desastres adotadas pelo Partido Comunista da China. Com poucas exceções, as autoridades permitiram acesso de repórteres e fizeram muito pouco para censurar a cobertura. Tweets não foram bloqueados, mesmo aqueles criticando a reação: “Por que foi permitida a entrada de bombeiros em um depósito em chamas, cheio de componentes químicos perigosos?”, perguntou um usuário. Os bombeiros haviam sido chamados 40 minutos antes das explosões, para cuidar de um incêndio; vários morreram quando o depósito explodiu com eles dentro.

Isso ajuda o governo a demonstrar preocupação e competência. O presidente Xi Jinping incentivou todos os esforços e total transparência sobre a causa do desastre. Testemunhas elogiaram os serviços de emergência locais, que mostraram eficiência. Taxistas ofereceram corridas de graça aos afetados.

Mas velhos hábitos são difíceis de abandonar. O banco de dados nacional online que lista as empresas de Tianjin, ficou fora do ar, tornando impossível investigar a empresa em questão, Ruihai International Logistics. Um post reclamando que as emissoras de televisão de Tianjin não estavam transmitindo os incêndios foi bloqueado. O Global Times, um jornal estatal, elogiou a transparência da operação, mas depois argumentou que “deveríamos trabalhar juntos para reprimir qualquer controvérsia sobre divulgação de informações”, o que, em outras palavras, significa “não falem sobre isso”.

Fontes:
The Economist - Inferno

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