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Reformulação

Fabricantes de alimentos processados tentam se adaptar à queda de popularidade

Algumas grandes empresas de alimentos estão reduzindo custos e outras estão reagindo à crise com a reformulação de seus produtos

Fabricantes de alimentos processados tentam se adaptar à queda de popularidade
A Kraft Foods anunciou uma queda de 16% dos lucros líquidos (Reprodução/Internet)

Após anos do aumento de vendas e de alta popularidade, os fabricantes e vendedores de alimentos processados estão sob pressão de políticos, defensores de alimentos “reais” e de um público cada vez mais cético. Em fevereiro Michelle Obama disse que abolira há muito tempo os alimentos processados das refeições da família presidencial. Em 28 de abril, Kraft Foods anunciou vendas estáveis e uma queda de 16% dos lucros líquidos, de um ano para outro, no primeiro trimestre. A McDonald’s, depois de ter substituído seu executivo chefe em março em razão da queda das vendas, disse em 22 de abril que as vendas continuavam a cair.

Assim como os restaurantes que prometem usar ingredientes mais “naturais” conquistaram os clientes da McDonald’s nos últimos anos, empresas menores de fabricação de alimentos mais saudáveis superaram as vendas da Kraft e de outros fabricantes americanos de alimentos processados. Ao mesmo tempo, os consumidores menos exigentes quanto aos ingredientes ficaram mais rigorosos com os preços, e começaram a comprar alimentos preparados pelos supermercados. Algumas grandes empresas de alimentos estão reduzindo custos. Em janeiro a General Mills, fabricante dos biscoitos de chocolate Pillsbury e da pizza congelada da marca Totino, entre outros produtos, anunciou o fechamento de fábricas e cortes de empregos. A PepsiCo terminou há pouco tempo o processo de três anos para cortar até 8.700 empregos, ou 3% de sua mão de obra global.

Esses gigantes do setor de alimentos processados estão reagindo à crise com a reformulação de seus produtos, para atender os consumidores preocupados com os ingredientes sintéticos. A Nestlé, a maior empresa de alimentos do mundo, comprometeu-se a tirar todos os sabores e corantes artificiais em mais de 250 tipos de chocolate vendidos nos EUA. Recentemente, a PepsiCo disse que iria tirar o aspartame, um adoçante artificial, da Diet Pepsi vendida nos Estados Unidos. Sua arquirrival Coca-Cola está fazendo propaganda da Coke Life, um refrigerante que contém stévia, um substituto natural do açúcar sem calorias.

Fontes:
The Economist-Slimming down

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