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Fabricantes de aviões aumentam a demanda por peças de fuselagem

Fornecedores de peças de aviões estão felizes com a perspectiva de anos de resultados garantidos. Mas será que conseguem dar conta do incremento de produção?

Fabricantes de aviões aumentam a demanda por peças de fuselagem
A consolidação entre os fornecedores, que se deu devido ao estímulo das fabricantes, tornou a cadeia de fornecedores mais robusta (Reprodução/Reuters)

O céu nunca esteve mais limpo para as grandes fabricantes de avião do mundo. O Airbus A320neo, uma versão mais eficiente de seu modelo mais conhecido, fez o seu voo inaugural em 25 de setembro. Mais de 3.200 unidades foram encomendadas e as entregas começaram a ser feitas ao fim de 2015. A Airbus e Boeing contam com grandes encomendas, com um total de 10.000 aviões no valor total de quase US$ 1 trilhão. Os fabricantes de motores, sistemas eletrônicos e peças da fuselagem também ficarão felizes com a perspectiva de anos de resultados garantidos. Mas os fornecedores conseguem dar conta do incremento de produção?

É provável que haja “soluços”, admite a Airbus, mas ambas as empresas foram instadas a agir graças aos enormes problemas que a Boeing teve em colocar o 787 no ar e mantê-lo voando, muitos dos quais foram atribuídos a problemas de qualidade ao longo da cadeia estendida de fornecedores.

As duas gigantes dos aviões monitoram as empresas que fornecem peças com muito mais atenção – inclusive enviando inspetores às suas fábricas. As fabricantes compartilham mais informações com elas e as pressionam a expandir sua capacidade de produção. Ambas as fabricantes divulgam regularmente relatórios detalhados sobre o estado dos mercados globais de aviação a fim de garantir os fornecedores de que todos esses aviões extras serão realmente necessários.

A consolidação entre os fornecedores, que se deu devido ao estímulo das fabricantes, tornou a cadeia de fornecedores mais robusta. Três dos grandes fornecedores, UTC, Thales e Honeywell compraram empresas menores que teriam dificuldade de investir em expansão.

No entanto, isso está dando aos superfornecedores mais força à medida que disputam com a Airbus e a Boeing sobre como o lucro dessa fase excepcional será dividido. Montar aviões gigantes pode ser mais glamoroso que fabricar componentes hidráulicos e peças eletrônicas, mas as margens dos fabricantes de peças já são maiores, em muitos casos, do que as das fabricantes.

Fontes:
The Economist-Good, in parts

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