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Censura

Facebook censura imagens do profeta Maomé

Depois de um texto a favor do movimento #JeSuisCharlie, CEO do Facebook Mark Zuckerberg cumpre ordem judicial na Turquia

Facebook censura imagens do profeta Maomé
No passado, empresas de mídias sociais que não cumpriram essas ordens, como o Twitter e o Youtube, foram interiamente bloqueadas no país (Reprodução/Internet)

Duas semanas depois que Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, postou um texto sobre o #JeSuisCharlie, falando da importância da liberdade de expressão, a rede social concordou em censurar imagens do profeta Maomé na Turquia, incluindo a imagem que incitou o ataque contra a redação do Charlie Hebdo.

Em dezembro, o Facebook concordou em censurar a página do principal crítico russo de Putin, Alexei Navalny, a pedido dos reguladores da internet russa. Críticos têm acusado a rede social de retirar do ar páginas vinculadas aos dissidentes na Síria e na China.

Segundo a BBC, o Facebook bloqueou um número não especificado de páginas que “ofendem o profeta Maomé” depois de receber uma ordem judicial de um tribunal local em Ankara. No passado, empresas de mídias sociais que não cumpriram essas ordens, como o Twitter e o Youtube, foram inteiramente bloqueadas no país.

Como o Facebook é uma empresa multinacional, ela deve obedecer as leis de cada país onde opera. Entretanto, a decisão deixa de legitimar o discurso de liberdade de expressão de Zuckerberg. Segundo a matéria publicada na última terça-feira, 27, no Washington Post, é injusto culpar a rede social por obedecer uma ordem judicial, independente de ela ser ou não repressiva. Mas, segundo o veículo, a decisão frente ao post de seu CEO é, no mínimo, hipócrita.

 

Fontes:
BBC-Facebook complies with Turkey page block order
The Washington Post-Two weeks after Zuckerberg said ‘je suis Charlie,’ Facebook begins censoring images of prophet Muhammad

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