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Falta de antídoto contra veneno de cobra preocupa especialistas

O último lote do medicamento Fav-Afrique, que é capaz de neutralizar até dez diferentes tipos de veneno de cobras africanas, vence em julho de 2016

Falta de antídoto contra veneno de cobra preocupa especialistas
Cerca de cinco milhões de pessoas são vítimas de picadas de cobra anualmente no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (Foto: Pixabay)

Um alerta da organização Médicos sem Fronteiras (MsF) chamou a atenção da comunidade internacional para a falta de um dos principais antídotos contra o veneno de cobra. O último lote do medicamento Fav-Afrique, que é capaz de neutralizar até dez diferentes tipos de veneno de cobras africanas, vence em julho de 2016.

O medicamento deixou de ser produzido em 2014, quando a fabricante Sanofi Pasteur resolveu se dedicar a produção de tratamento antirrábico. O antídoto é essencial no tratamento contra picadas de cobra, principalmente na África subsaariana. De acordo com o MsF, o medicamento é importante, porque nem sempre as vítimas sabem identificar que tipo de cobra as picou.

A fabricante do antídoto, entretanto, disse que vai compartilhar a receita com outras companhias. Especula-se que a empresa já iniciou uma negociação com outro fabricante para que produza o remédio, mas é provável que a situação não seja resolvida antes do fim de 2016. Ou seja, novos lotes do remédio só ficariam prontos daqui a dois anos.

“Estamos preocupados com a falta do remédio, pessoas irão morrer desnecessariamente”, afirmou Polly Markandya, porta-voz do MsF.

Cerca de 5 milhões de pessoas são vítimas de picadas de cobra anualmente no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Dessas, 100 mil morrem e 400 mil ficam incapacitadas ou desfiguradas. Na África subsaariana, ao menos 30 mil pessoas morrem a cada ano vítimas de picada de cobra.

Fontes:
O Globo-Mundo pode ficar sem antídoto contra picada de cobra

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