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DISCRIMINAÇÃO

Faltam meninas na China e na Índia

Nas duas culturas, é mais lucrativo para uma família ter um menino, e a facilidade de prever o sexo do um feto diminui o número de meninas que nascem nos países

Faltam meninas na China e na Índia
Na Índia, quando uma filha se casa, sua família faz uma doação em dinheiro e presentes para a família do noivo (Foto: Pixabay)

As meninas do mundo são mais saudáveis do que nunca. Elas vivem por mais tempo, e mais delas estão frequentando a escola do que qualquer tempo na história. Mas muitas delas lidam com discriminação simplesmente por serem meninas.

A discriminação acontece em todos os momentos de suas vidas. Em alguns casos, começa antes mesmo de elas nascerem, quando pais e mães decidem abortar se o feto for feminino.

No geral, cerca de 105 meninos nascem para cada 100 meninas, que tendem a compensar essa diferença com o tempo, por serem mais resistentes, inclusive a doenças.

Com base em dados na United Nations Population Fund, estão “faltando” cerca de 24 milhões de meninas na China, entre as idades de 0 e 19. Esse número caracteriza mais de 14% da população feminina nessa faixa de idade.

Desde o final dos anos 1970, a China tem uma política do filho único. Muitas famílias querem que esse filho seja homem, e a crescente disponibilidade de ultrassons e testes sanguíneos para descobrir o gênero da criança tornam possível com que os pais decidam por um aborto feminino, caso escolham. O número desigual de meninos e meninas na China sugere que isso está acontecendo. Uma dinâmica parecida está acontecendo na Índia, e dados preliminares sugerem que com o aumento do acesso a testes de gênero pré-natais no país, menos meninas nascem.

A porcentagem de meninas “faltando” desde o nascimento na índia é menor do que na China, em 5.6% da população feminina de 0 a 19 anos. Mas, por ser um país de população extensa, estão faltando 13 milhões de meninas da população feminina abaixo de 20 anos.

Nessas sociedades, um menino tem maior potencial de ajudar a família financeiramente, pois há um estigma contra mulheres trabalhando fora de casa. Na Índia, quando uma filha se casa, sua família geralmente faz uma generosa doação em dinheiro e presentes para a família do noivo.

Fontes:
NPR-Where The Girls Are (And Aren't): #15Girls

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