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ELEIÇÕES ARGENTINAS

Favorito nas eleições diz que não pensa em fechar economia argentina

Alberto Fernández respondeu às preocupações do governo brasileiro sobre um possível fechamento da economia argentina

Favorito nas eleições diz que não pensa em fechar economia argentina
Chapa peronista é a favorita nas eleições argentinas (Foto: Alberto Fernández/Twitter)

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O presidenciável da chapa peronista da Argentina, Alberto Fernández, garantiu que não pensa em fechar a economia do país. A afirmação foi uma resposta à ameaça do governo brasileiro, que admitiu deixar o Mercosul caso os peronistas vencessem as eleições e fechassem a economia.

O posicionamento brasileiro ocorreu na última semana. O presidente Jair Bolsonaro é defensor da reeleição de Mauricio Macri na Argentina. No entanto, o favorito à Presidência do país é Alberto Fernández, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner.

Isso porque a chapa peronista venceu as primárias das eleições primárias da Argentina no último dia 11 de agosto. Na ocasião, Fernández somou 47% dos votos argentinos, enquanto Macri teve apenas 32%. O candidato peronista garantiu que não tem problemas com a abertura da economia do país, mas não quer que os argentinos sejam prejudicados.

“Não se preocupem, porque não penso em fechar a economia. […] Para mim, o Mercosul é uma questão central. E o Brasil é nosso principal parceiro e continuará sendo. Se Bolsonaro pensa que eu vou fechar a economia e que, então, o Brasil vai sair do Mercosul, que fique tranquilo, porque não penso em fazer isso. É uma discussão burra”, destacou Fernández.

Por outro lado, o principal candidato à Presidência argentina ainda não relevou quem serão seu ministro da Fazenda. Ele não nega que pode conversar com o ex-ministro Roberto Lavagna, que ocupou o cargo durante o governo de Néstor Kirchner (2003-2007). No entanto, o presidenciável julga desnecessário expor o nome do possível chefe da Pasta a um desgaste antes mesmo de vencer as eleições.

As questões econômicas prometem ser os principais problemas a serem enfrentados pelo futuro presidente da Argentina. Macri recorreu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para tentar equilibrar as contas. No entanto, segundo Fernández, o atual presidente aceitou um “acordo impossível de ser cumprido”.

“O governo firmou um acordo impossível de cumprir e não cumpriu nada. Não cumpriu as metas de inflação, de crescimento e das metas fiscais. O que Macri tem que fazer é voltar a se encontrar com o Fundo e explicar por que não cumpriu nada. Porque, se não, é preciso assumir o que vem de todos os seus descumprimentos. […] A única solução que aparece é adiar as datas”, destacou o presidenciável.

De perfil moderado e conciliador, Fernández deve repetir em uma possível Presidência o seu principal aspecto na política: o diálogo. Quando atuou como chefe de Gabinete de Néstor Kirchner (2003-2007), Fernández chamou a atenção por conseguir estabelecer o diálogo em diferentes correntes políticas.

Inicialmente, em 2008, quando trabalhava no governo de Cristina Kirchner, Fernández havia se afastado da então presidente justamente pela sua radicalização no poder. Os constantes ataques de Cristina Kirchner à imprensa incomodaram Fernández, que optou por se afastar. Por isso, ao se aliar a Kirchner para as eleições de 2019, Fernández surpreendeu parte dos argentinos.

Fontes:
O Globo-Alberto Fernández pede que Bolsonaro 'fique tranquilo': 'Não penso em fechar a economia'
Folha de São Paulo-Moderado, opositor Alberto Fernández se contrapõe a perfil de Cristina para vencer Macri

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