Início » Vida » Educação » Fazendo com que as faculdades custem menos
Educação superior

Fazendo com que as faculdades custem menos

Muitas universidades americanas oferecem retornos pífios sobre o investimento dos alunos. O governo pode ajudar a mudar isso

Fazendo com que as faculdades custem menos
Cursar uma faculdade nos EUA custa caro (Fonte: Reprodução/Harvard News Office)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Cursar uma faculdade nos EUA custa caro, podendo chegar a US$ 60 mil por ano para um curso de quatro anos.

Um novo relatório da PayScale, uma empresa de pesquisa, tenta mensurar o retorno oferecido pela educação superior nos EUA. Eles variam enormemente. Um indivíduo formado em ciência da computação em Stanford pode esperar ganhar US$ 1,7 milhão a mais ao longo de 20 anos do que alguém que nunca frequentou a universidade, após o custo dessa educação ter sido levado em conta. Um diploma da área de ciências humanas e inglês da Florida International University deixa o estudante US$ 132 mil mais pobre. Um diploma da área de artes em 12% das faculdades oferecem retornos negativos; 30% oferecem retornos financeiros inferiores àqueles que seriam gerados caso o dinheiro fosse investido em títulos de 20 anos do tesouro americano.

Os estudantes do país acumularam US$ 1,1 trilhão de dívidas — mais do que as dívidas de cartão de crédito dos EUA. Para a maioria dos estudantes a faculdade ainda representa um bom investimento, mas para tantos outros isso não procede. Cerca de 15% dos estudantes com dívidas deixam de pagá-las em um período de três anos; e, surpreendentemente, 115 mil profissionais com nível superior trabalham como cuidadores.

Caso o mercado de trabalho se recupere, o cenário desolador também melhorará, mas há outra maneira óbvia de aumentar os retornos sobre a educação superior: reduzir o seu preço. O preço das faculdades aumentou mais de quatro vezes mais rápido que a inflação desde 1978, deixando para trás com facilidade o aumento dos custos médicos. Boa parte desse dinheiro foi gasto com coisas que não têm nada a ver com educação — dormitórios luxuosos, estádios impecáveis e exércitos de administradores. Em 1976 a proporção entre o número de professores e funcionários administrativos era de 2 para 1, mas hoje essa já é de 1 para 1.

Fontes:
The Economist - Higher education: Making college cost less

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *