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Febre da ‘busca pela felicidade’ induz pessoas à depressão

Segundo o escritor e pesquisador Jonathan Rottenburg, a felicidade é o resultado da conquista de um objetivo, e não um objetivo em si

Febre da ‘busca pela felicidade’ induz pessoas à depressão
Depressão pode ser um comprometimento excessivo a objetivos que não podem ser realizados (Reprodução/Internet)

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Jonathan Rottenburg, autor de The Depths: The Evolutionary Origins of the Depression Epidemic, era depressivo. Hoje em dia ele é um dos pesquisadores mais eminentes da depressão e diretor do laboratório de humor e emoção da Universidade do Sul da Flórida. Ele afirma que a depressão aflige a muitos, é pouco entendida e difícil de tratar. Caso o mundo pretenda reverter o atual cenário dos riscos de depressão, será necessário repensar radicalmente a compreensão da depressão.

Alguns acreditam que a depressão é simplesmente o resultado de um esgotamento do cérebro de certos neurotransmissores e, portanto, pode ser tratada com antidepressivos. Mas Rottenberg argumenta que ela pode ser uma resposta evolutiva e protetora a certos estímulos. A depressão, ou antes o que ele se refere como o impulso de “se retrair, pelo menos por um momento”, pode ajudar os humanos a lidar com a tristeza, protegê-los de conflitos, ou até mesmo ajudá-los a evitar o risco de serem socialmente excluídos ao alertá-los do “risco social”. Mas as respostas comportamentais de caçadores-coletores primitivos não necessariamente são adequadas para a sociedade do século XXI.

A opinião de Rottenberg é a de que a atual moda da “busca pela felicidade” pode estar perversamente induzindo algumas pessoas à depressão. A felicidade, argumenta, é o resultado da conquista de um objetivo, e não um objetivo em si. Ele cita evidências recentes que sugerem que a depressão ou o sentimento de tristeza podem se manifestar devido ao estabelecimento de metas inalcançáveis. Em vez de se tornar depressivo graças a poucas realizações, ele sugere que a depressão possa ser um comprometimento excessivo a objetivos que não podem ser realizados.

Fontes:
The Economist-Tidal wave

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