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MANOBRA JURÍDICA

Fifa copia Petrobras e se diz vítima da corrupção

Como a Petrobras, entidade máxima do futebol abraça o papel de vítima do esquema de corrupção envolvendo seus dirigentes e pede ressarcimento

Fifa copia Petrobras e se diz vítima da corrupção
O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter são investigados por corrupção (Fotos: Wikipédia/Montagem)

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A Fifa colocou em prática uma estratégia que parece ter aprendido com a Petrobras:  na terça-feira, 15, a entidade se declarou vítima da corrupção e pediu à Justiça americana que devolva uma parte das centenas de milhões de dólares que recolheu de dirigentes envolvidos no esquema de pagamento de propina do órgão.

Como a Petrobras, que no ano passado anunciou medidas para ser ressarcida dos danos sofridos em função da corrupção denunciada na Lava-Jato, a Fifa passou a agir como se uma pessoa jurídica não pudesse ser responsabilizada pelas falcatruas de seus dirigentes, como se não tivesse obrigações legais para com quem nela investiu.

No caso da Petrobras, até hoje a celebrada Operação Lava Jato não reconhece que a estatal possa ser responsável pelos danos que causou a investidores minoritários, mesmo após comprovar que a União, controladora da empresa, abusou do poder ao eleger pessoas inaptas para o seu corpo dirigente. No Brasil, o “eu não sabia” ainda absolve,  e essa miopia não passou despercebida na Fifa.

A postura brasileira é diametralmente oposta à visão do direito americano. Imagine se por lá a Volkswagen conseguiria escapar de pesadas multas e indenizações a acionistas após a descoberta da adulteração sistemática de equipamentos medidores da emissão de poluentes. Pelo raciocínio brasileiro, talvez a Samarco, representada pelos advogados da Petrobras, teria conseguido evitar a responsabilidade pelos prejuízos que sua lama tóxica causaram à bacia do Rio Doce.

Como a Petrobras, a Fifa argumenta que foram seus cartolas — membros de seu Comitê Executivo–, mas não a entidade que roubaram os cofres do futebol e afetaram sua imagem e reputação. Se colar, colou.

Fontes:
The New York Times - FIFA, Embracing Role as Victim, Seeks to Collect Millions in U.S. Case
UOL - Petrobras alega ser vítima em ações que se multiplicam nos EUA

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1 Opinião

  1. Assis Pereira disse:

    AFINAL, SOMOS TODOS CORRUPTOS?
    PETROLÃO, HAVELANGE E O TRIBUNAL DE ZUG NA SUÉCIA PASADENA – UM AMONTOADO DE FERRO VELHO E POTENCIAL SUCATA.
    Relembro daquele negócio que a Petrobras América – PAI efetuou em 2006 na aquisição da Refinaria de Pasadena quando a Diretoria da Área internacional era exercida por Nestor Ceveró, sucedida pelo Dr. Zelada, o mesmo que após defenestrado por Graça Foster, encontra-se atualmente à frente da empresa de consultoria Z3.
    Zelada deixou a estatal após 32 anos de carreira e em pouco menos de um ano, após deixar a Diretoria Internacional da Petrobras, ficamos sabendo de seus planos para a área de energia no Brasil. O mais NOVO empreendedor de nossa republica, planeja instalar uma fábrica de painéis solares no Rio de Janeiro, com investimentos de R$ 50 milhões que angariou durante sua passagem pela PETROBRAS. (O PEDRO BARUSCO FOI MAIS CRIATIVO – INSTALOU UMA LAVANDERIA)
    Quando da aquisição da Refinaria de Pasadena, referendada pelo Conselho de Administração da Petrobras, sob a Presidência da Dra. Dilma Rousseff, atual Presidenta da República Federativa do Brasil, pelo que recordo, não ficou bem claro que a cifra US$ 360 milhões utilizados para obtenção de 50% daquele parque de Refino obsoleto, teria sido ou não um bom negócio para a Petrobras PELA INOBSERVÂNCIA AS CLÁUSULAS DE “PUT OPTION” E “MARLIN”.
    Considerado o que foi reportado pela mídia, dando conta que a Petrobras teria pagado à Astra 17 vezes o valor dispendido PELA aquisição da Refinaria de Pasadena, um amontoado de ferro VELHO e potencial sucata, demonstra claramente que não.
    Mais aterrorizante, foi saber através da mídia que, já na gestão de Maria da Graças Foster, esposa de Colin Foster, a PETROBRAS pagou, sob o comando de Zelada (Diretor da área Internacional da Petrobras), pasmem, mais que dez vezes o valor pago em 2006 pelos 50% restantes da Refinaria, mediante acordo com a Trading Belga Astra, decorrente de Arbitramento Internacional, ficando com 100% do Mico.
    Colin Foster, vem a ser o dirigente máximo da Maçonaria inglesa no Brasil, cujo irmão – Grão-Mestre Distrital da Divisão Norte da Grande Loja Unida da Inglaterra, “Grand Master” é o Príncipe Edward George Nicholas Paul Patrick – primo da Rainha Elisabeth e quem comanda a Grande Loja Unida da Inglaterra, junto com o príncipe, é Peter Lowndes, membro do Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS).
    O prestigiado maçom Colin, husband of “Graça Foster”, também é dono de uma empresa de componentes eletrônicos, a AC Foster Serviços e Equipamentos, fornecedor exclusivo das Plataformas e sondas da Petrobras, no pre e pos sal, caracterizando uma relação improba de conflito de interesse de Graça Foster, outrora como empregada da Petrobras na condição de Diretora de Gás e energia e atualmente na Presidência da Estatal.
    Essa Estória me faz lembrar de um outro fato contundente de nossa República de bananas que vem qualificando nossos costumes relacionados a negócios de brasileiros mundo afora. A aquisição da Refinaria de Pasadena no EUA e a condição conflitante de interesses da Graça Foster com a Petrobras, esta em linha com um entendimento jurídico dos advogados da FIFA ocorridos no Tribunal da cidade suíça de Zug.
    Naquele Tribunal, os advogados da FIFA, tornaram público que o processo contra os cartolas brasileiros, seria difíceis de serem implementados. Os representantes da FIFA tentavam convencer os juízes, em uma audiência, de que não viam problemas com a atitude de Teixeira e Havelange e alegavam que a proposta da Justiça para que os cartolas devolvessem US$ 2,5 milhões os cofres da organização seria impossível de ser implementada. Entre os vários motivos para não pedir o dinheiro de volta, os advogados da FIFA apresentaram um argumento surpreendente: o de que a “maioria da população” de países da América do Sul e África tem nos subornos e propinas parte de sua renda “normal”. Ou seja, Teixeira não devolveria o dinheiro porque, em nossa suposta “cultura”, todos temos parte da renda completada por subornos.
    Mais, no caso do PETROLÃO, essa qualificação está sendo alterada mediante as atitudes do PRC, BARUSCO e ALBERTO RUSSEFF: todos estão aderindo à Delação Premiada, devolvendo a grana objeto de suborno e entregando os COMPANHEIROS.

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