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Fim da era Kirchner ameaça programas sociais argentinos

As eleições presidenciais serão só daqui a seis meses, mas milhões de argentinos que dependem da ajuda do Estado querem saber o próximo presidente fará com os programas de assistência criados na era Kirchner

Fim da era Kirchner ameaça programas sociais argentinos
Cristina é considerada a mais generosa presidente a passar pela Casa Rosada nas últimas décadas (Reprodução/Wikipedia)

As eleições presidenciais da Argentina só ocorrerão daqui a seis meses, mas muitos argentinos já estão apreensivos com o fim do último mandato de Cristina Kirchner.

Milhões de argentinos que dependem da ajuda do Estado para sobreviver querem saber como o sucessor de Cristina irá gerir os programas sociais criados durante a era Kirchner. No momento, os futuros candidatos evitam explicar como irão aliviar os gastos dos programas sociais, sem deixar de lado as necessidades da população carente.

Cristina é considerada a mais generosa presidente a passar pela Casa Rosada nas últimas décadas. Ela deixará como legado para o seu sucessor 60 diferentes programas sociais sustentados pelo caixa do governo. Somente este ano, a verba destinada aos programas de assistência social será de US$ 18,3, cerca de 13% do orçamento nacional e 3,5% do PIB do país.

Para Marcos Hilding Ohlsson, pesquisador do grupo Libertad & Progreso especializado em programas sociais, a falta de controle e dados sobre esses programas é um grande problema. Segundo ele, o descontrole mistura em um mesmo universo pessoas realmente necessitadas com outras, que recebem o dinheiro em troca de presença em comícios.

Atualmente, o legado dos programas sociais é amplamente discutido na Argentina. Referência em estudos sobre o combate à pobreza, o Observatório Social da UCA (Universidade Católica Argentina), afirma que os programas sociais reduziram o índice de indigência, mas não contribuíram para a diminuição da pobreza, que atinge 27,5% da população.

É pouco provável que o sucessor de Cristina suspenda os programas sociais do governo. Porém, a maioria dos analistas concorda que, para mantê-los, será preciso cortar subsídios em alguns setores, como transporte e energia, que não fazem distinção de classe. “Se os subsídios se destinarem apenas aos mais pobres, já teremos uma boa economia”, diz o analista político Sérgio Berensztein, articulista dos jornais La Nación e La Gaceta.

Fontes:
Valor-Gasto social será dilema na argentina pós-Kirchner

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