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EDUCAÇÃO

Finlândia inova na arquitetura das escolas

A ideia é que as salas fechadas virem espaços multimodais com paredes transparentes e divisórias móveis

Finlândia inova na arquitetura das escolas
Projeto de plano aberto na escola (Foto: Kuvatoimisto Kuvio Oy)

Apesar de ser referência mundial em educação, a Finlândia não pretende parar de inovar. Após reformar seu sistema de ensino, agora as escolas vão reformar seu espaço físico para adotar o chamado plano aberto. A ideia é que as salas de aula fechadas virem espaços multimodais, com paredes transparentes e divisórias móveis.

Segundo o chefe dos arquitetos da Agência Nacional de Educação da Finlândia, Reino Tapaninen, a reforma vai ajudar os professores e os alunos a escolher qual é o melhor lugar para a execução de determinado projeto. “Mas não se trata de espaços totalmente abertos, mas sim de áreas de estudo flexíveis e modificáveis”, diz Raila Oksanen, consultora da empresa finlandesa FCG, envolvida nas mudanças.

O conceito de plano aberto nas escolas não é propriamente uma novidade na Finlândia. Os primeiros modelos foram idealizados nas décadas de 1960 e 1970, quando grandes salões eram separados por paredes finas e cortinas, como explica Tapaninem. Na época, no entanto, o ensino ainda não estava adaptado para este tipo de espaço. Com as reclamações sobre o barulho e a acústica dos ambientes, a Finlândia voltou a usar as salas fechadas nos anos de 1980 e 1990.

Anos depois, o sistema de ensino parece estar adaptado para este novo tipo de escola. “O uso do carpete no chão eliminou o ruído causado pelos móveis e pelo caminhar das pessoas”, diz o arquiteto. Os alunos, agora, também ficam sem sapatos ao entrar ou usam calçados leves.

Uma das preocupações com uma reforma deste tipo é a segurança dos alunos. Dez anos atrás, um estudante de 18 anos disparou contra seus colegas em Tuusula, deixando oito mortos. Por isso, cada escola finlandesa é obrigada a ter um plano de segurança com base na análise de riscos e criar rotas de fugas, além de fazer simulações. Tapaninem, entretanto, acha que as rotas de fuga vão ser até mais fáceis do que quando eram com salas fechadas.

Há 4,8 mil centros de ensino básico e superior no país. Atualmente, a Finlândia está reformando ou construindo entre 40 e 50 espaços. A maior parte deles é de conceito aberto.

Fontes:
BBC-Como a Finlândia, país referência em educação, está mudando a arquitetura de suas escolas

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2 Opiniões

  1. olbe disse:

    Podemos ver por isto ai que estamos muito atrasados em matéria de escola..Além de termos recintos confinados,as crianças são massacradas com “TAREFA PRA CASA”. Elas não tem feirados nem sábados e domingos para o laser…é só tarefa pra casa…

  2. Markut disse:

    Sem surpresa, a Finlândia caminha na frente do avanço das medidas pedagógicas,que tendem a aprimorar a educação e a forma de adquirir conhecimento, compativeis com as recentes conquistas, na área da comunicação e aquisição de conhecimentos.
    O “mestre” deixa de ser o “magister dixit”,do alto do seu estrado, e passa a compartilhar conhecimentos com os seus discípulos, em ambientes inter acessiveis. Sensacional!
    Tudo leva a crer na perda de eficiência das classes fechadas , na sua incapacidade de manter a atenção e interesse dos alunos, hoje , capazes de abeberar conhecimento, via tablets ,que cabem em seus bolsos.
    Atualmente, o que se espera do “mestre” é explorar a natural curiosidade do aluno , compartilhando e esclarecendo a informação ,via tablets. Altri tempi!.
    Acordem, senhores gestores públicos.

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