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CIÊNCIA

Formas de prolongar a vida útil dos nanosatélites

Os CubeSats são nanosatélites úteis e baratos, porém, descartáveis. Mas há formas de prolongar seu tempo e uso

Formas de prolongar a vida útil dos nanosatélites
Nanosatélites são desenvolvidos para missões de curto período (Foto: nasa.gov)

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Com pouco mais de dez centímetros, os chamados CubeSats são nanosatélites fáceis e baratos de lançar no espaço. Eles são capazes de realizar as mais diversas tarefas científicas e comerciais em apenas uma fração de tempo que levaria um satélite convencional.

Essa miniaturização se deve, em grande parte, à tecnologia gerada pelos smartphones. Desenvolvidos para missões de curto período, os CubeSats são substituídos após retornarem à atmosfera. Mas, com algum investimento financeiro, é possível aprimorá-los para prolongar seu tempo de uso.

No entanto, isso é um desafio, já que, por motivos de segurança, os CubeSats não podem carregar os convencionais combustíveis usados por foguetes e outros satélites. Em vez disso, eles dispõem de um líquido inerte que expele pequenos jatos de vapor. Este líquido é um tipo de substituto pobre do combustível de foguete. Logo, são necessárias mudanças para aperfeiçoar esse sistema. Duas estão em curso.

A primeira foi desenvolvida por Paulo Lozano e sua equipe do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Trata-se de uma miniatura do motor iônico usado em satélites maiores. Este tipo de motor é capaz de acelerar partículas derivadas de combustível líquido, criando uma propulsão muito mais eficiente que o vapor atualmente usado nos CubeSats.

Outra método foi criado pela Young Bae of Advanced Space and Energy Technologies, um centro de tecnologia da Califórnia. O dispositivo chama-se laser fotônico. Esse propulsor funciona através de feixes de luz que exercem pressão deslocando algum objeto. O dispositivo foi desenvolvido com o apoio financeiro da Nasa.

Fontes:
The Economist-Cubism

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