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UNIÃO EUROPEIA

França e a pouca influência que exerce na União Europeia

Sem muita voz ativa na UE, a França teme usar a pouca influência que ainda lhe resta

França e a pouca influência que exerce na União Europeia
François Hollande: sua voz perde, facilmente, para a de Angela Merkel (Foto: Wikimedia)

Em setembro, quando a Alemanha tentava solucionar da melhor forma possível a questão política e logística do maior fluxo de refugiados da história moderna, a França decidiu mostrar seu espírito de solidariedade. Burocratas franceses, acompanhados de intérpretes de árabe e alto-falantes, partiram em três ônibus para a cidade alemã de Munique.

A ideia era encher os ônibus de refugiados e levá-los ao longo do Reno até a França para diminuir a entrada de migrantes na Alemanha. Os franceses planejaram acolher cerca de mil requerentes de asilo. Mas, por fim, só uns cem convenceram-se a seguir viagem para a França. A solidariedade francesa não os interessou, porque queriam viver na Alemanha. Os ônibus partiram
quase vazios.

Como a Europa demorou a reagir às turbulências dos últimos meses, primeiro com o drama financeiro da Grécia e, em seguida, com a crise dos refugiados, a França ficou cada vez mais isolada. Na melhor das hipóteses poderia ser uma parceira subalterna de Angela Merkel, ou na pior uma espectadora silenciosa. Com a Grécia ameaçada de sair da zona do euro em julho, François Hollande bajulou, consultou e fez papel de mediador. Porém foi a palavra da chanceler Merkel, após uma longa noite que selou o destino da Grécia.

Na crise dos refugiados a França manteve-se de novo à margem dos acontecimentos. Quando um grande número de migrantes começou a desembarcar nas praias do Mediterrâneo no início do verão, o presidente Hollande recusou-se a apoiar a ideia de os países estabelecerem cotas para acolher os requerentes de asilo. Só depois que Angela Merkel transformou a Alemanha
em um paraíso, elogiada como o guardião do espírito humanitário da Europa, os franceses mudaram de atitude.

Fontes:
The Economist-The dispensable French

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1 Opinião

  1. jayme endebo disse:

    A Batalha de Waterloo foi o marco final da França como potencia de respeito, de lá pra cá não ganhou nenhuma guerra se não tivesse ajuda da patota anglo-saxão. Ficaram burocratas e palpiteiros e com as suas políticas esquerdopatas enfraqueceu-se no cenãrio internacional. A sua antiga inimiga Inglaterra teve Churchill, Tatcher e cia.
    A França tem que reinventar.

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