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REFORMA FERROVIÁRIA

França vai enfrentar greve prolongada no sistema ferroviário

Paralisação de dois dias a cada semana, durante três meses, visa protestar contra a reforma de Macron no sistema ferroviário

França vai enfrentar greve prolongada no sistema ferroviário
A grande paralisação só deve ter fim no dia 28 de junho (Foto: Wikimedia)

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A França se prepara para começar uma greve prolongada do sistema ferroviário, que vai complicar a situação dos cerca de 4,5 milhões de passageiros que dependem do serviço. A paralisação será de dois dias a cada semana, durante três meses, e é um protesto contra o plano do presidente Emmanuel Macron de fazer uma reforma no sistema ferroviário.

Os funcionários da Société Nationale des Chemins de fer Français (SNCF), empresa pública do sistema ferroviário, vão parar às 19h desta segunda-feira, 2, dando início a uma grande paralisação que só deve ter fim no dia 28 de junho.

Na “terça-feira negra”, como está sendo chamada pela imprensa local, apenas um dos oito trens de alta velocidade e um dos cinco trens regionais vão funcionar. Além disso, apenas três dos quatro trens Eurostar para Londres e Bruxelas vão operar. Os trens Thalys para Bélgica e Holanda, por sua vez, vão operar quase que normalmente. No entanto, não vai haver serviço para Espanha, Itália e Suíça.

Garis, alguns funcionários do setor de energia e funcionários da Air France também vão entrar em greve na terça-feira, 3, na maior paralisação industrial desde a eleição de Macron, em maio do ano passado.

A paralisação prolongada dos trens é vista como o maior desafio para o plano do presidente de tornar a França mais competitiva. Os sindicatos alegam que o governo pretende “destruir o sistema ferroviário público através de dogmatismo ideológico”.

Os sindicatos temem que as mudanças sejam o primeiro passo para privatizar a SNFC. O governo, por sua vez, nega a hipótese. Os sindicatos também são contra o plano de retirar o status especial dos novos empregados da companhia estatal. Macron está fazendo a reforma ferroviária porque a União Europeia pediu para que todos seus estados-membros abram seus sistemas nacionais de trens para competição até 2019.

Macron planeja passar a medida por uma ordem executiva para evitar debate parlamentar, o que muitos críticos veem como antidemocrático. Para isso, ele faria uso do artigo 49-3 da constituição francesa, que permite interromper o debate na Assembleia Nacional e aprovar projetos de lei sem a necessidade de votação no Parlamento.

A greve dos funcionários da Air France não tem o intuito de protestar contra a reforma de Macron, o que eles querem é um aumento de 6%. No entanto, como a Air France vai operar 75% dos voos na terça-feira, a situação da França vai ficar ainda mais complicada.

 

Fontes:
The Guardian- France braces for mass rail strikes as Macron's reforms face opposition

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