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Conferência de Poznan

Frase sobre direitos indígenas ameaça plano de proteção das florestas

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Grupos ambientalistas acusam EUA, Austrália, Nova Zelândia e Canadá de passarem por cima de direitos das populações indígenas no projeto de acordo sobre mudanças climáticas e desmatamento que está sendo elaborado na conferência da ONU em Poznan, na Polônia.

Uma observação sobre a garantia dos direitos dos povos indígenas teria sido suprimida do projeto inicial de acordo. O texto "observando os direitos e a importância da participação das populações indígenas e de outras comunidades locais" teria sido substituído por "reconhecendo a necessidade de promover a participação plena e efetiva das comunidades indígenas e locais".

Delegados que representam grupos indígenas do Panamá e dos EUA em Poznan dizem que a mudança deixaria os povos indígenas de todo o mundo vulneráveis à exploração escondida sob propostas de pagar os países tropicais para não derrubarem suas florestas.

Fontes:
Guardian - Indigenous rights row threatens rainforest protection plan

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2 Opiniões

  1. Francisco Marcio disse:

    Essa história de direitos dos povos indígenas é uma grande balela. Não podemos abrir mão de recursos minerais preciosos para deixar florestas imensas para uns poucos mil índios. Hoje, quarta-feira, começa o julgamento no STF sobre a reserva em Roraima. Espero que o bom senso prevaleça e a reserva contínua não seja aprovada.

  2. Do blog do Reinaldo Azevedo disse:

    ALÔ, STF, É UMA QUESTÃO DE JUÍZO!
    O Supremo retoma amanhã o julgamento sobre Raposa Serra do Sol. A questão de fundo é uma só: índio pecuarista precisa de uma área contínua superior à de alguns países? E índio universitário? E índio comerciante? E índio empresário? E índio operário? E índio motorista? Pois essas são algumas das profissões e atividades daqueles que moram na região. Em suma, não fosse por alguns traços genéticos, eles são tão índios quanto eu e você, leitor amigo. Estão completamente integrados à economia capitalista e gozam de todos os benefícios e malefícios da “nossa” civilização. Aquele comunismo edênico e aquela visão, como direi?, telúrica de mundo só existem no poético relatório do ministro Ayres Britto. É pura fantasia. Uma fantasia perigosa, que tem um potencial sangrento.

    Reservar uma área gigantesca àqueles “índios”, onde haverá verdadeiros vazios populacionais, superiores aos de hoje, é uma piada de mau gosto, que só poderia ser contada por antropólogos do miolo mole, que ainda sonham com o comunismo primitivo. Expulsar os arrozeiros da região — eles ocupam apenas 0,7% da reserva — corresponde a dar um golpe na economia do estado. O arroz que produzem é considerado fundamental pelo Ministério da Agricultura no abastecimento da Região Norte.

    Não tenho muita esperança de que o STF vá rever a tal “reserva contínua”, embora ela seja uma estupidez. Espero é que haja bom senso dos senhores ministros, reconhecendo, ao menos, que há por lá terra o bastante para abrigar os ditos índios e também os fazendeiros. Ademais, a área contínua, com a expulsão de não-índios, é uma reivindicação apenas de um grupo, que, oficialmente ao menos, representa apenas 7 mil dos estimados 15 mil índios na região — nem isso se sabe direito: os números variam de 12 mil a 17 mil. E que índios levam essa bandeira? Aqueles ligados aos “índianistas” da Igreja Católica e regiamente financiados pela Fundação Ford.

    Há outras questões envolvidas — vejam no arquivo: já escrevi muito a respeito. Mas me parece que o essencial é considerar que se trata de uma estupidez tratar índios que vivem rigorosamente como os “não-índios” (há até os pobres e os ricos, viu, ministro Ayres Britto?) como se fossem seres primitivos que ainda vivessem da caça, da pesca, da coleta e da plantação de mandioca.

    A Funai e seus antropólogos tratam índios do Século 21, com celular e laptop, como se fossem aqueles primeiros seres descritos na carta de Pero Vaz de Caminha. É um delírio. Que pode ter, insisto, conseqüências sangrentas.

    Veja em: http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/

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