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Corrupção na FIFA

Futebol: um esporte tão bonito quanto corrupto

Por que o esporte mais popular do mundo é comandado por um órgão de moral questionável como a FIFA?

Futebol: um esporte tão bonito quanto corrupto
Um órgão tão poderoso quanto a FIFA deveria ser submetido a algum órgão regulador (Reprodução/Shutterstock)

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O futebol é o esporte mais popular do mundo. Infelizmente, ele está envolto em uma nuvem de corrupção maior do que o estádio do Maracanã.

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Recentemente, documentos divulgados pelos jornais americanos New York Times e Washington Post revelaram esquemas de corrupção que acusam membros da FIFA, órgão que coordena o esporte, de manipular os resultados da Copa de 2010, na África do Sul, e receber propina para eleger o Catar como sede do Mundial de 2022.

Tais revelações levantam a seguinte questão: por que um esporte tão popular é coordenado por um órgão de moral tão questionável?

Os fãs de futebol não estão muito preocupados com essa pergunta. Eles estão mais interessados na beleza dos jogos do que nas estratégias espúrias adotadas por aqueles que comandam o esporte. Mas os torcedores estão enganados se pensam que a corrupção no futebol não cobra um preço.

Primeiro porque uma grande quantia de dinheiro é apostada a cada partida. Na Copa do Mundo, estima-se que o valor das apostas chegue a US$ 1 bilhão.

Segundo porque a corrupção sempre deixa vítimas. Para os países sede, por exemplo, receber o Mundial é uma ótima chance de desviar grandes somas de verbas públicas com obras superfaturadas.

Um órgão tão poderoso quanto a FIFA, que comanda o monopólio mundial do futebol, deveria ser submetido a algum órgão regulador. O problema é que a organização não deve satisfações a nenhum governo.

Até o momento, algumas boas medidas contra a corrupção no futebol foram tomadas, como o dispositivo que grava cada jogada, permitindo ao juiz conferir se houve alguma penalidade. Isso pode reduzir o número de partidas compradas.

Mas falta resolver a corrupção na escolha dos países-sede da Copa. Uma solução seria adotar um esquema rotativo imutável para a escolha das sedes.

Infelizmente, em vez de economistas racionais, os torcedores são românticos nacionalistas. É pouco provável que ocorra alguma mudança na FIFA.

Fontes:
The Economist-Beautiful game, dirty business

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