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REUNIÃO NA ITÁLIA

G7 convoca reunião para discutir situação na Síria

Chanceleres do G7 se reúnem nesta segunda-feira, 10, na Itália, para pressionar a Rússia a agir contra o regime de Bashar al-Assad

G7 convoca reunião para discutir situação na Síria
Encontro visa enviar uma mensagem clara e coordenada a Moscou (Foto: Twitter)

Chanceleres do G7 se reunirão nesta segunda-feira, 10, em Lucca, na Itália, para discutir ações futuras para conter a escalada de tensão na Síria.

O encontro começa nesta segunda-feira e encerra na próxima terça-feira, 11. Nele, o grupo, visa enviar uma mensagem clara e coordenada para a Rússia, principal aliada do regime do presidente do presidente sírio, Bashar al-Assad, suspeito de ter orquestrado o ataque químico que matou 87 pessoas na província de Idlib, na semana passada. O ataque motivou a resposta de Washington, que atacou a base militar de onde partiu o ataque químico.

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A ideia é pressionar o Kremlin a tomar medidas mais rígidas contra seu aliado, proposta discutida por telefone entre o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e a primeira-ministra britânica, Theresa May. “Eles discutiram a importância da Rússia usar sua influência para trazer estabilidade política na Síria, e trabalhar com a comunidade internacional para garantir que os eventos chocantes da semana passada não tornem a se repetir”, disse o porta-voz de May.

O G7 é composto pelas maiores potências globais: EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Japão, Itália e França. Na terça-feira, está previsto um encontro entre chanceleres do G7 e seus homólogos da Turquia, Arábia Saudita, Irã, Catar, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. O objetivo do encontro é alertar para a perigosa escalada militar no Oriente médio.

Na manhã desta segunda-feira, o Secretário de Estado americano, Rex Tillerson, elevou o tom contra Moscou em um evento em Sant’Anna di Stazzema, uma vila toscana da Itália onde nazistas massacraram 560 civis em 1944. “Nós tornamos a reafirmar nosso compromisso em responsabilizar toda e qualquer pessoa que cometa crimes contra inocentes em qualquer parte do mundo. Esse lugar servirá de inspiração para todos nós”, disse o secretário, que partirá para Moscou ainda nesta segunda-feira, para um encontro com o chanceler russo, Sergei Lavrov.

Não está previsto um encontro entre Tillerson e o presidente russo, Vladimir Putin. “Não anunciamos nenhum encontro. Uma reunião com Tillerson não está na agenda do presidente”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Neste fim de semana, Tillerson teceu fortes críticas a Moscou, ao afirmar à rede CBS que a Rússia “falhou em seu compromisso com a comunidade internacional ao não prevenir o regime sírio de lançar o ataque em Idlib’, cidade controlada por rebeldes opositores do governo. Tillerson declarou não haver evidência de envolvimento russo no ataque, mas lembrou que Moscou “concordou em garantir a destruição dos estoques de armas químicas da Síria” e que “o resultado de sua falha levou à morte de mais crianças e inocentes”.

A fala de Tillerson foi reforçada pelo conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, H.R. McMaster. “Eu acho que temos de perguntar para a Rússia como foi possível ter conselheiros na base (de onde partiu o ataque químico) e não saber que a força aérea síria estava preparando e executando um assassinato em massa com ataque químico?”, disse McMaster, em entrevista à Fox News.

Fontes:
The Guardian-US will stand up to aggressors, says Rex Tillerson before G7 talks
The Washington Post-Trump officials tell Russia to drop its support for Syria’s Assad

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