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Restaurante do futuro

Gastronomia com um toque impessoal

Um novo restaurante em São Francisco opera quase completamente sem empregados, com a maioria dos processos feita por máquinas

Gastronomia com um toque impessoal
'Eu não chamaria de restaurante. É mais como um sistema de entrega de comida', diz fundador (Foto: Instagram)

Em São Francisco, na Califórnia, foi inaugurado um restaurante onde os clientes fazem o pedido, pagam e recebem a comida sem nenhum tipo de interação com outra pessoa.

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O restaurante americano Eatsa, o primeiro de uma empresa com ambições nacionais, é quase completamente automatizado. Não há garçons ou um atendente para anotar os pedidos. Existem funcionários que ajudam no preparo da comida, mas há planos para automatizar esse processo também, se isso significar menos gastos.

Para otimistas, é uma forma de tornar a experiência de comer fora mais eficiente e menos cara. Para pessimistas, é o mais novo exemplo de como as máquinas estão “roubando” empregos.

“Eu não chamaria de restaurante. É mais como um sistema de entrega de comida”, disse David Friedberg, desenvolvedor de software que fundou o restaurante.

O Eatsa é mais um exemplo de como as máquinas já evoluíram de trabalhos de rotina, como manufatura, e já podem agir com conhecimento e serviços, como o de garçons. Economistas discordam se a tecnologia vai criar mais empregos do que aqueles que destrói.

Fontes:
The New York Times - Restaurant of the Future? Service With an Impersonal Touch

1 Opinião

  1. Roberto Henry Ebelt disse:

    Quando se leva em consideração que a gorjeta (gratuity) mínima aceita pelos “WAITERs & WAITRESSEs” em um restaurante americano é de 15% e que o mais dispendioso nos EUA são os serviços, fica a impressão que restaurantes nos moldes atuais serão para uma pequeníssima minoria, no futuro bem próximo.
    Qual o turista (brasileiro) com finanças controladas que se aventura a entrar em restaurante americano com garçom? Nos EUA, tudo que envolve serviço é espantosamente dispendioso, pelo menos até o presente momento. Visto que os custos trabalhistas no Brasil são absurdos, a tendência também é eliminar os serviços ao máximo. E nos EUA, aos poucos eles estão aumentando os custos trabalhistas com a gestão esquerdista do “democrata” Obama. Enquanto no Brasil, a grande maioria dos empregados não sabe o que fazer com 30 dias de ócio remunerado, nos EUA, na semana passada, Obama decretou (não sei como) que todas as empresas que prestam serviços para o Governo Federal concedam obrigatoriamente sete (SETE) dias de férias aos seus funcionários. O custo dos serviços nos EUA já eliminou muitas profissões. Logo os barbeiros e os técnicos de informática que acertam o PC desaparecerão para sempre.

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