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Evolução

Gigantes da era do gelo podem ser originários do Tibete

Animais primitivos de grande porte, como o rinoceronte-lanudo, podem ter vindo do planalto do Tibete

Gigantes da era do gelo podem ser originários do Tibete
O último rinoceronte-lanudo morreu há cerca de 8 mil anos (Reprodução/Inocybe)

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Hoje em dia os elefantes e rinocerontes são espécies tropicais. Até pouco tempo, porém, eles habitavam latitudes tão elevadas como o Oceano Ártico. O último rinoceronte-lanudo morreu há cerca de 8 mil anos. Mamutes-lanudos duraram por mais 3.500 anos, sucumbindo apenas quando o homem chegou aos seus refúgios siberianos. O que ninguém sabia, no entanto, era quando e onde esses animais evoluíram no sentido de desenvolver camadas de pelos, as quais lhes permitiram viver em latitudes tão altas. A melhor hipótese era a de que elas haviam se desenvolvido gradualmente, à medida que o gelo começou a cobrir a superfície terrestre há 2,6 milhões de anos.

Mas Xiaming Wang, do Museu de História Natural de Los Angeles, e Deng Tao, do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia, discordam quanto ao rinoceronte-lanudo. Eles acham que os rinocerontes-lanudo chegaram à tundra da era do gelo já totalmente formados, e suspeitam que isso também se aplique a muitos outros animais de grande porte. Em sua opinião não foi a mudança climática global que forçou os rinocerontes a desenvolverem capas de pelos protetoras, mas sim uma viagem no elevador geológico. Eles acreditam que a mudança ocorreu quando esses animais foram elevados por placas tectônicas para a cobertura do mundo: o planalto do Tibete.

A evidência dos dois pesquisadores, conforme explicaram em uma apresentação conjunta das Sociedades Geológicas da China e dos EUA, que ocorreu recentemente em Chengdu, a capital da província de Sichuan, é o esqueleto parcial (crânio, mandíbula e algumas vértebras) de uma espécie primitiva de rinoceronte-lanudo. Este espécime, encontrado na bacia Zanda no sudoeste do Tibete, data de 3,7 milhões de anos – muito antes de a era do gelo começar. Ele é menor que um rinoceronte-lanudo da era do gelo, mas evidentemente similar. Em particular, embora seu chifre tenha se perdido, o local no qual ele se unia ao crânio é flanqueado por um tipo de crista associada aos chifres retilíneos dos rinocerontes-lanudos da era do gelo. Esses rinocerontes provavelmente usavam os seus chifres para retirar a neve que se depositava sobre seus alimentos.

Fontes:
the Economist-How the rhino got his woolly

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