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Isolando a radiação

Gigantesca abóbada de aço irá cobrir reator de Chernobyl

Chaminé que isola o local não é mais considerada segura e será substituída por abóbada de aço de 32 mil toneladas. Projeto deve ser concluído em 2017

Gigantesca abóbada de aço irá cobrir reator de Chernobyl
Estima-se que a estrutura será capaz de isolar a radiação local por mais 100 anos (Reprodução/NYT)

Passados 28 anos do desastre de Chernobyl, na Ucrânia, o maior acidente nuclear da história, a radiação remanescente ainda preocupa especialistas. No entanto, um ambicioso projeto pretende acabar, pelo menos temporariamente, com o problema.

Uma equipe composta por engenheiros de várias nacionalidades está construindo uma gigantesca abóbada de aço de 32 mil toneladas que irá cobrir o reator 4 da usina, onde ocorreu o acidente. A estrutura tem 110 metros de altura e 257 metros de largura, medidas suficientes para cobrir a Estátua da Liberdade.

Por conta da grande quantidade de radiação, a equipe não pode construir a abóbada diretamente sobre o reator 4. Para contornar esse problema, os engenheiros montam partes da estrutura a uma distância segura. Posteriormente, as partes serão transportadas sobre trilhos para o local do acidente.

O maior desafio dos engenheiros será remover a chaminé de chumbo e concreto que atualmente cobre o reator 4. A chaminé terá de ser cortada para que a abóbada de aço seja encaixada no local. O processo será delicado. Um cortador de plasma será usado para cortar a chaminé em várias partes. Qualquer erro nesse processo pode romper o sarcófago que cobre o reator e liberar poeira de radiação na atmosfera. Para não ter a saúde prejudicada pela radiação, cada membro da equipe envolvido na operação não poderá ficar mais do que algumas horas no local.

Financiado por mais de 30 países e orçado em U$S 1,5 bilhão, o projeto começou em 1995 e está previsto para ser concluído em 2017. Segundo os especialistas a atual chaminé, composta de concreto e chumbo, usada para isolar o local não é mais considerada segura. Por temer que um colapso do atual sarcófago libere mais radiação na atmosfera, o projeto da abóbada está sendo acelerado pelos engenheiros.

Estima-se que o novo sarcófago de Chernobyl seja capaz de isolar a radiação por mais 100 anos, quando os cientistas esperam ter tecnologia suficiente para extrair o combustível do reator e depositá-lo em um local seguro.

Fontes:
The New York Times-Chernobyl: Capping a Catastrophe

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1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    E em nosso falido país, por causa de um bando de índios que não produzem coisa alguma, e ambientalistas irresponsáveis, trava-se, de todas as maneiras possíveis, a construção de hidroelétricas. O nosso país é patético.

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