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Conflitos de poder

Governança Corporativa no Japão

Fundos de investimento europeus e americanos se queixam da falta de abertura e transparência das empresas japonesas das quais têm ações. Um gestor do Hermes, grande fundo inglês, comparou a democracia corporativa do Japão à de Zimbábue.

Estrangeiros possuem mais de 25% das ações de empresas japonesas de capital aberto, e são responsáveis por mais de 60% do movimento da bolsa. As empresas japonesas não gostam de dar informações, pagam pouco dividendos e evitam ofertas de takeover com toda espécie de manobras. Parece haver uma conspiração entre executivos e o governo para evitar um aumento da presença estrangeira no mercado japonês.

Fontes:
Economist - Corporate governance in Japan -- Power struggles

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4 Opiniões

  1. Dorival Silva disse:

    Dá a impressão de que as empresas japonesas se comportam como os militares japoneses se comportavam até a 2a. Guerra. Autoritarismo, violência, desrespeito a direitos básicos…

  2. PAULO RAMOS disse:

    Sinceramente, não vejo qualquer problema no comportamento das sociedades empresárias nipônicas e do governo do Japão. No Brasil, alguém gostaria de que a Vale, a Usiminas, a CSN e a Embraer caiam no controle societário alienígena? Perguntem aos ianques o que eles acham da GM, da Ford e da Chrysler terem o controle acionário alienado para a Toyota e a Honda.

    Na verdade, todos querem defender os seus interesses econômicos.

  3. Túlio disse:

    Tenho minhas restrições ao que foi divulgado, pois empresas como a Toyota, a Sony, a Bridgestone, a Canon, a Nippon Steel, a Mizuno, a Makita, a Nintendo, a Shiseido etc. costumam ser muito transparentes em seus negócios e relações com os investidores. Tenho amigos brasileiros no Japão, que conhecem o mercado de valores mobiliários local.

  4. Pedro Brito disse:

    Acredito que a reportagem do "Economist" deveria, também, ter ouvido algum especialista japonês no assunto. Seria, com certeza, muito mais justo. Mas considero normal acionistas estrangeiros terem algum tipo de restrição em relação aos direitos de voto numa companhia (ex.: Embraer quando se refere a assuntos relativos aos aviões militares).

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