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Governo chinês cria terreno artificial no disputado Mar do Sul da China

De acordo com os Estados Unidos, construções estariam acirrando as tensões locais entre países que disputam território

Governo chinês cria terreno artificial no disputado Mar do Sul da China
Imagem mostra território reivindicado pelos chineses (Foto: Reprodução/Internet)

A China está construindo “uma grande muralha de areia” em uma região equivalente a cerca de 370 campos de futebol, em águas disputadas do Mar do Sul da China. A iniciativa aumenta a preocupação com confrontos militares na região, de acordo com o comando da Frota do Pacífico dos Estados Unidos.

O almirante Harry Harris, Jr. afirmou, em uma conferência naval na Austrália na última terça-feira, 31, que as reivindicações de vários países no Mar do Sul da China estão “aumentando as tensões regionais e as chances de um erro de cálculo”, segundo Associated Press. “Mas o que realmente está atraindo muita preocupação no momento é a recuperação de terras realizada pela China”.

Expansão territorial chinesa

Imagens de satélite mostram várias construções chinesas em recifes de corais e rochas dentro das ilhas Spralty, que é território em disputa, incluindo cais, heliportos, edifícios e uma pista de pouso. No mês passado, a porta-voz do Departamento de Estado Americano, Jen Psaki, expressou preocupações de que o programa seja uma tentativa de “militarizar postos avançados sobre o terreno em disputa”.

“A China está expandindo seu terreno jogando areia em recifes de corais vivos, alguns deles submersos, e depois pavimentando com concreto. Eles estão criando uma grande muralha de areia com dragas e tratores ao longo dos meses”, explicou.

A China reivindica praticamente todo o território do Mar do Sul da China como águas territoriais, porém, Vietnã, Filipinas, Taiwan, Malásia e Brunei também disputam a área.

Chineses se defendem

No mês passado, o ministro de Relações Exteriores, Wang Yi, disse que o país estava apenas realizando “construções necessárias sobre as suas próprias ilhas e recifes”, e  que vai continuar a defender a liberdade de navegação nas águas movimentadas do Mar do Sul da China, bem como solucionar litígios através de “diálogo direto”.

A agência de notícias estatal Xinhua rejeitou as críticas no mês passado, acusando Washington de propagar uma “deturpada sensação de insegurança” e uma “mentalidade de pirataria”.

Fontes:
Washington Post-U.S. Navy alarmed at Beijing’s ‘Great Wall of Sand’ in South China Sea

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