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Saúde

Governo chinês incentiva sua população a usar preservativos

As redes sociais estão ajudando a difundir o uso dos preservativos na China

Governo chinês incentiva sua população a usar preservativos
O conteúdo político dos equivalentes chineses do Twitter e do Facebook é censurado, mas as discussões sobre sexo são livres (Foto: Pixabay)

Na China os preservativos só estavam disponíveis para a população no horário de trabalho, em clínicas de planejamento familiar, ou em cartórios que preparavam certidões de casamento. Mas nos últimos anos é fácil encontrá-los em lojas de conveniência que ficam abertas 24 horas, em halls de hotéis e em máquinas de vendas automáticas. As vendas de biyuntao, os preservativos para evitar a gravidez, estão aumentando com rapidez.

No entanto, o nome biyuntao indica por que o uso de contraceptivos é menor na China do que em outros países. Tradicionalmente, a mulher é responsável pelo controle da concepção e, entre os métodos usados, o aborto é um dos mais comuns. A discussão aberta sobre sexo continua a ser um tabu em muitos segmentos da sociedade chinesa, o que dificulta conscientizar as mulheres sobre a importância do uso de preservativos, não só para evitar a gravidez, como também para prevenir a propagação de doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com Aditya Sehgal, diretor regional da empresa britânica Durex na China, só cerca de 10% de chineses sexualmente ativos têm o hábito de usarem preservativos.

As autoridades chinesas, com medo da disseminação do vírus do HIV, têm tentado aumentar o número de locais de venda ou de distribuição de preservativos em zonas de prostituição. Porém em geral a ação do governo tem sido lenta. Só no ano passado o governo permitiu que uma parte dos anúncios de preservativos censurados fossem divulgados na televisão. Entretanto, isso não impede que as empresas estrangeiras comercializem seus produtos.

Sehgal não tem interesse em investir em propaganda de televisão na China. A Durex confia mais na influência das redes sociais para fortalecer sua marca. O conteúdo político dos equivalentes chineses do Twitter e do Facebook é censurado pelo governo, mas as discussões sobre sexo são livres. O humor faz parte da estratégia de comunicação: um anúncio de uma campanha postou fotos de pessoas cobrindo os sapatos com preservativos, para protegê-los de chuvas fortes. Essa divulgação nas redes sociais aumentou a participação de mercado da Durex na China de 30% para 45% nos últimos quatro anos.

Fontes:
The Economist - Rising penetration rate

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