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APÓS PARALISAÇÃO

Governo federal dos EUA retoma as atividades

Após enfrentar 35 dias de paralisação, Câmara e Senado finalmente iniciam nesta semana a 116ª legislatura

Governo federal dos EUA retoma as atividades
Trump, no entanto, alerta para nova paralisação em 15 de fevereiro (Foto: Wikimedia/Scrumshus)

Após a mais longa paralisação de sua história, o governo federal dos Estados Unidos retoma suas atividades nesta semana, com uma agenda intensa.

No último fim de semana, o presidente Donald Trump concordou em encerrar a paralisação do governo, que já durava 35 dias, afetou 800 mil servidores federais – que ficaram sem receber – e chegou a afetar as atividades do aeroporto de La Guardia, em Nova York, que na última sexta-feira, 25, teve voos cancelados devido à falta de pessoal.

Na Câmara – agora de maioria democrata – parlamentares iniciam a 116ª legislatura com pautas que, segundo informações do jornal New York Times, incluem uma proposta para aumentar, em 2,6%, o salário de servidores públicos federais civis de determinados setores. A proposta foi vetada por Trump em agosto do ano passado, sob a justificativa de que o orçamento do governo não dispõe de verba para o reajuste. Agora, a discussão será retomada na Câmara.

Já no Senado, parlamentares republicanos – que têm maioria na Casa – se empenharão em aprovar uma proposta do senador republicano Marco Rubio que mira o recente movimento de boicote a Israel em favor de demandas palestinas – movimento que tem apoio democrata. Rubio considera o movimento uma postura antissemita.

O acordo para encerrar a paralisação do governo não incluiu os US$ 5,7 bilhões exigidos por Trump para a construção do muro na fronteira com o México – o que foi considerado uma derrota do presidente e uma vitória democrata. A obra é uma das principais promessas de campanha de Trump, que durante a disputa presidencial afirmou que o México bancaria os gastos com o muro.

No entanto, o acordo alcançado entre Senado e Câmara, acatado por Trump, tem duração de apenas três semanas, e o presidente pretende seguir pressionando pela verba para o muro neste período. No discurso para anunciar o acordo, ele alertou para uma nova paralisação, em 15 de fevereiro, caso os dois lados não cheguem a um consenso “justo” sobre a obra.

Em meio à retomada de atividades, no último domingo, 27, a senadora democrata Kamala D. Harris oficializou sua pré-candidatura à presidência dos EUA nas eleições de 2020. Ela pretende concorrer pelo partido democrata contra Trump, que tentará a reeleição. Filha de imigrantes da Jamaica e da Índia, Kamala, de 54 anos, é uma parlamentar em ascensão no partido democrata e sua figura reúne as principais características da base da legenda, que é cada vez mais composta por mulheres, jovens e minorias.

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