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VÍCIO EM INTERNET

Coreia do Sul cria reabilitação para jovens viciados em internet

No país, cerca de 10% dos adolescentes apresentam quadro de vício em internet

Coreia do Sul cria reabilitação para jovens viciados em internet
A Coreia do Sul vêm sofrendo com o número crescente de pessoas que não conseguem viver uma vida fora do mundo digital (Foto: Wikipedia)

Visando controlar o número de adolescentes que apresentam um quadro de vício em internet, o governo da Coreia do Sul criou acampamentos de reabilitação para adolescentes serem tratados do vício. Instalações espalhadas pelo país oferecem cursos de redução de estresse e atividades que incluem caminhada, escalada e aulas de violão. Os cursos duram de três a quatro semanas.

A Coreia do Sul é o país mais conectado do mundo, e é completamente normal que alunos do ensino fundamental levem smartphones para as aulas, onde a conexão dos celulares é tão boa que a população consegue assistir televisão dentro do metrô. No entanto, o país vem sofrendo com o número crescente de pessoas que não conseguem viver uma vida fora do mundo digital.

Pesquisas no país indicam que cerca de 10% dos adolescentes sul-coreanos são viciados em internet. “O governo tem promovido a tecnologia da informação, então o próprio governo ajudou a criar esse problema. Agora o governo tenta solucionar a questão”, afirma Shim Yong-chool, diretor do Centro Nacional de Tratamento para Jovens Viciados em Internet, um acampamento de reabilitação próximo à cidade de Muju, Centro do país.

Recentemente, o governo sul-coreano tem implementado medidas para tentar controlar o acesso de jovens, como a “Lei Cinderela”, que proíbe o acesso a jogos após a meia noite para menores de 16 anos. No entanto, muitos jovens conseguem driblar a lei.

Cerca de 5 mil jovens foram enviados para o acampamento em Muju em 2015. Todos eles foram enviados por seus pais ou por professores, e antes de chegarem ao acampamento de reabilitação, foram avaliados de acordo com o grau de vício em internet.

Muitos são classificados como dentro de uma “zona de perigo”, quando há um uso obsessivo de internet, e por consequência disso, faltam aulas na escola e têm problemas de interação com as pessoas fora do mundo online. Muitos se sentem excluídos e isolados, ou apresentam agressividade e impulsividade. “Nós consideramos o vício de internet no mesmo patamar que outros vícios materiais, como o álcool”, disse Shim.

Fontes:
Washington Post-In South Korea, a rehab camp for Internet-addicted teenagers

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2 Opiniões

  1. Ludwig Von Drake disse:

    Coisa de país rico, em Pindorama os jovens são viciados em crack mesmo.

  2. Markut disse:

    Apesar do inegavel significado histórico deste gigantesco avanço da era da comunicação, o problema parece ser não só da Corea do Sul, mas tratar-se de uma pandemia global.
    Talvez o nosso problema específico brasileiro seja, mesmo, o crack, porem, misturado com o intrigante (alarmante?)número de celulares em quantidade, pelo menos, igual à nossa população.
    Cavando mais fundo, chegamos ao problema da nossa trágica imaturidade institucional, de um país refem do populismo predador ,no qual a infraestrutura básica de educação,saude e segurança não nos são supridas.
    Faltam o apetite gestor e o abandono das equivocadas ideologias, que estão nos conduzindo à borda do precipício.

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