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INTERCÂMBIO

Por que não acolher estudantes estrangeiros?

Os critérios subjetivos de alguns países para o ingresso de estudantes estrangeiros em suas instituições de ensino superior muitas vezes desperdiçam talentos

Por que não acolher estudantes estrangeiros?
Governos espertos aceitam estudantes estrangeiros. Governo estúpidos os expulsam (Foto: Wikipedia)

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Os jovens têm cruzado fronteiras em busca de uma educação melhor. Hoje, mais de 4,5 milhões de estudantes estão matriculados em faculdades e universidades no exterior. Suas mensalidades custeiam os estudos de alunos locais. As ideias deles ampliam e animam os debates em sala de aula. Muitos voltam para seus países com lembranças felizes e contatos valiosos que, mais tarde, os ajudam a fazer negócios nos lugares onde estudaram. Os que decidem ficar usam o que aprenderam para enriquecerem e, assim, colaboram para a prosperidade do país que os acolheu. Eles trabalham como médicos, engenheiros ou em outras carreiras especializadas.

A política de imigração é difícil. A Europa está fechando suas fronteiras e calculando quantos refugiados sírios poderá abrigar. Mas a contribuição intelectual dos estudantes estrangeiros ao país anfitrião é inegável. E são fáceis de assimilar. Os países desenvolvidos com uma população crescente de idosos estão importando jovens para preencher lacunas profissionais e fortalecer os precários sistemas de pensões. Em geral, os graduados estrangeiros de universidades locais têm uma boa formação, são fluentes na língua do país e sentem-se à vontade com os costumes locais. Os países deveriam competir para atraí-los.

Os países de língua inglesa têm uma enorme vantagem em relação aos outros. A Austrália é o líder; um quarto dos estudantes de nível superior são estrangeiros, uma parcela maior do que em qualquer outro país. A educação é agora seu principal produto de exportação, depois dos recursos naturais. Durante algum tempo o fluxo de estrangeiros inteligentes diminuiu por causa de uma moeda supervalorizada e da reputação negativa do encerramento das atividades de algumas faculdades particulares mal administradas. Mas há pouco tempo o dólar australiano se desvalorizou, os sites de vendas de diplomas falsificados de nível superior fecharam, as regras de pedidos de vistos ficaram menos rígidas e os estudantes voltaram em massa. No ano passado o número de estudantes estrangeiros na Austrália aumentou 10%.

O Canadá que, até há pouco tempo era pouco procurado, agora imita a série de televisão americana Oz. Em 2014, o governo canadense estabeleceu uma meta de quase duplicar o número de estudantes estrangeiros até 2022. Os Estados Unidos, por outro lado, atraem a maioria dos estudantes estrangeiros graças ao seu tamanho, suas universidades excelentes e a atração do Vale do Silício, entre outros lugares onde as inovações científicas e tecnológicas exercem um fascínio especial. Mas só 5% dos alunos universitários são estrangeiros. As regras de pedidos de visto são desnecessariamente rígidas e a preocupação com a entrada de terroristas no país dificulta a política de ingresso de estudantes estrangeiros. A Grã-Bretanha tem ainda menos interesse em atrair estudantes estrangeiros. Assim como os EUA, suas universidades famosas pela qualidade acadêmica e a língua inglesa atraem a atenção dos jovens. Porém o governo comprometeu-se a reduzir a imigração para 100 mil pessoas por ano, com reflexos evidentes na entrada de alunos estrangeiros.

Fontes:
The Economist-Train ’em up. Kick ’em out

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1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    Estudantes estrangeiros em Portugal aumentaram 74% nos últimos cinco anos
    Alunos de 200 nacionalidades estudam em Portugal. São cerca de 34 mil. O país é considerado um dos destinos favoritos de quem quer estudar fora.

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