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Governos se especializam em espionagem eletrônica

Regin é o último de uma longa série de programas invasores desenvolvidos por iniciativa de governos

Governos se especializam em espionagem eletrônica
Softwares são desenvolvidos para atacar alvos definidos (Fonte: Reprodução/Reuters)

Há trinta anos William Gibson, um americano de origem canadense, escreveu Neuromancer, no qual cunhou a palavra “ciberespaço” e imaginou um futuro povoado de hackers e corporações gigantescas, que se espionavam pelas redes de computação à procura de segredos. Sua previsão do futuro cibernético estava correta, mas ele errou em alguns detalhes. Atualmente, não são as corporações, nem adolescentes antissociais, que se especializaram em espionagem eletrônica, e sim os governos.

A descoberta da Symantec, uma empresa norte-americana de segurança eletrônica e proteção antivírus, em 23 de novembro, do software Regin, que invadira as redes de computadores na Rússia e Arábia Saudita entre outros países, é o exemplo mais recente desse tipo de espionagem cibernética. Sua sofisticação e capacidade de não detecção levaram a Symantec a concluir que fora desenvolvido pelo governo de um país.

Regin (o nome foi escolhido em razão de uma sequência de caracteres processados como unidades de informação dentro do software) é o último de uma longa série de programas invasores desenvolvidos por iniciativa de governos. O mais famoso é o Stuxnet, descoberto em 2010, projetado ao que tudo indica pelos Estados Unidos e por Israel, para espionar sistemas de controle industrial. O Stuxnet espionou o programa nuclear do Irã e destruiu centrífugas que estavam sendo usadas para enriquecer urânio. Ao contrário do sistema amplo de monitoramento on-line da NSA revelado por Edward Snowden, um ex-espião norte-americano que divulgou milhares de documentos secretos em 2013, esses softwares são desenvolvidos para atacar alvos definidos.

Fontes:
The Economist - Computerised espionage: The spy who hacked me

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