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Demografia

Governos tentam incentivar o aumento da natalidade com campanhas e subsídios

A preocupação com a média populacional faz com que alguns países desenvolvam campanhas incentivando sua população a repoduzir

Governos tentam incentivar o aumento da natalidade com campanhas e subsídios
Frequentemente, os subsídios que os governos oferecem são recebidos por pessoas que tiveram filhos por iniciativa própria (Foto: Pixabay)

Alguns países de baixa renda preocupam-se com o excesso de nascimento de crianças. Uma mulher na Nigéria em geral tem sete filhos. Mas a queda rápida das taxas de natalidade em alguns países desenvolvidos provocou um efeito oposto. A taxa de fecundidade é de 1,1 em Hong Kong, o que significa que em cada geração sua população diminuirá em torno da metade. No Japão, Itália e Alemanha a taxa é de 1,4 ou talvez menos. À medida que a população envelhece e diminui, os governos preocupam-se com o número de pessoas que irá pagar os impostos ou cuidar dos mais idosos.

A imigração é uma boa solução, além de não ser dispendiosa, para revitalizar a população dos países ricos. Os imigrantes não precisam ser pressionados ou persuadidos a imigrar e podem começar a trabalhar assim que chegam ao país de escolha. No entanto, um fluxo suficiente para evitar, por exemplo, o colapso demográfico da Coreia do Sul seria inviável do ponto de vista político. Por esse motivo,muitos países desenvolvidos (e alguns com uma renda média como Irã e Turquia) estão incentivando seus cidadãos a terem mais filhos.

Os que defendem a liberdade de opinião e de ação argumentam que o Estado não deveria interferir em assuntos de família, mas na prática é difícil evitar essa interferência. Com a criação do sistema de pensões pagas por meio de impostos, os governos reduziram drasticamente o incentivo para as pessoas terem mais filhos, antes uma garantia de apoio aos pais na velhice. Resta saber se a política de estímulo ao aumento de natalidade tem chances de sucesso.

Em geral não tem. Vídeos irritantes e invasivos são ignorados, assim como as medalhas concedidas como incentivo à maternidade (muitas medalhas da época da antiga União Soviética podem ser compradas por poucos dólares no eBay). Os subsídios que os governos oferecem para encorajar o aumento da natalidade são recebidos, com frequência, por pessoas que tiveram filhos por iniciativa própria. E as evidências na Europa sugerem que as licenças-maternidade mais longas não estimulam os casais a terem mais filhos, embora tenham efeitos positivos no comportamento dos pais.

Os cuidados com crianças subsidiados pelo governo são um grande estímulo ao aumento da natalidade. Sem o custo de conciliar o trabalho com a maternidade os casais sentem-se mais confiantes de terem filhos e de continuarem sua vida produtiva. A França foi a pioneira na criação de creches subsidiadas. E como recompensa tem uma das mais altas taxas de fecundidade na Europa.

Fontes:
The Economist - Baby love

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