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ENERGIA RENOVÁVEL

Grã-Bretanha às voltas com a iniciativa ambiental

País tem o compromisso de atender às metas de energia renovável da União Europeia. Mas o futuro é incerto

Grã-Bretanha às voltas com a iniciativa ambiental
O governo de David Cameron ambicionava ser o país mais ecologicamente correto do mundo (Foto: Geograph)

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Até há pouco tempo a Grã-Bretanha tinha grandes ambições de ser um país comprometido com o uso de fontes renováveis de energia. O primeiro-ministro tinha painéis solares em sua casa em Londres e certa vez disse que seu “governo seria o mais preocupado de todos com a poluição ambiental”. E para os que temiam que fossem apenas palavras vazias, as regras da União Europeia (UE) ajudariam o país a seguir o caminho do uso de energias renováveis. Mas com a renúncia de David Cameron e a saída iminente do Reino Unido da UE os ambientalistas começaram a se preocupar.

Porém o país ainda está envolvido com as metas do uso de energias renováveis da UE estabelecidas em 2009. Uma dessas metas prevê que 30% do fornecimento de energia elétrica seja proveniente de fontes renováveis até 2020. O país está no caminho certo. Em 2015, cerca de 25% da energia elétrica foi produzida em usinas que aproveitaram o potencial energético da força das marés, ou em usinas hidrelétricas, solares e que  geraram energia a partir do uso de um combustível de biomassa.

E como previsível no país mais exposto ao vento da Europa, a energia eólica é a principal fonte de energia renovável da Grã-Bretanha. O país tem quase 7 mil turbinas eólicas, com uma capacidade de mais de 14 gigawatts, além da maior turbina eólica offshore do mundo. Segundo a avaliação do Department for Business, Energy and Industrial Strategy, as turbinas eólicas produzem só 27,3% de sua capacidade potencial, enquanto as estações eólicas offshore têm um desempenho um pouco melhor de 36,9%. Mas apesar da ineficiência as turbinas eólicas vão fornecer 10% da demanda total de energia elétrica da Grã-Bretanha até 2020, de acordo com a empresa de pesquisa industrial RenewableUK.

No entanto, a Grã-Bretanha corre o risco de não cumprir outra meta energética da UE. Segundo o Comitê de Energia e Mudança Climática, é preciso que 15% do consumo total de energia seja proveniente de fontes renováveis até 2020. Os sistemas de aquecimento central e o transporte são grandes consumidores de energia, e nesses dois setores o uso de fontes renováveis é inferior a 5%, bem abaixo das metas de 12% e 10%, respectivamente.

Em 2015, apenas 8,3% do consumo de energia da Grã-Bretanha foi gerado a partir de fontes renováveis. A energia eólica sozinha não fornecerá energia suficiente para atender às ambições atuais do uso de fontes limpas e renováveis. E, infelizmente, o Brexit dará mais oportunidade para que o país não cumpra seus compromissos anteriores.

Fontes:
The Economist-How Britain is faring with its EU energy targets

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