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impasse em Israel

Greve de fome de prisioneiro palestino põe governo de Israel em xeque

Há 64 dias, o advogado palestino Mohammad Allan iniciou uma greve de fome para protestar contra sua prisão administrativa, sem nenhuma acusação formal

A greve de fome iniciada há 64 dias por um palestino preso em Israel está colocando em xeque o governo israelense.

Em 16 de junho deste ano, o advogado palestino Mohammad Allan iniciou uma greve de fome para protestar contra sua prisão administrativa por suposto envolvimento com ativistas da Jihad Islâmica, um grupo radical palestino.

A prisão administrativa é uma controversa tática usada por Israel e estima-se que cerca de 300 palestinos estejam presos no país sem qualquer acusação formal.

Nesta quarta-feira, 19, o Suprema Tribunal de Israel está considerando o pedido de libertação imediata feito por Allan, que recobrou a consciência após passar quatro dias em coma, respirando por aparelhos e recebendo alimentação intravenosa. Jawad Bullos, advogado de Allan, afirmou que conversou com seu cliente e que ele declarou que pretende continuar seu protesto até ser libertado.

Na última segunda-feira, 17, o tribunal ofereceu a opção de libertar Allan, caso ele concorde em deixar o país. A proposta foi negada pela defesa do prisioneiro. Nesta quarta-feira, Jawad Bullos, advogado de Allan, afirmou que conversou com seu cliente e que ele declarou que pretende continuar seu protesto até ser libertado.

O caso de Allan ganhou notoriedade este mês, após o governo israelense aprovar uma lei que autoriza a alimentação forçada de prisioneiros em greve de fome. A medida é reprovada até mesmo pela comunidade médica israelense, que se recusa a aderir à nova lei.

Além de Israel, outros países que também autorizam a alimentação forçada em casos de prisioneiros em greve de fome são Alemanha, Áustria, Suíça, Austrália e Estados Unidos. Este último é alvo de duras críticas por permitir a alimentação forçada de prisioneiros de Guantánamo que se recusam a comer.

A prática, no entanto, é condenada pela declaração de Malta da Associação Médica Mundial, que a classifica como “desumana, degradante e eticamente inaceitável”.

Fontes:
The New York Times-One Palestinian’s Refusal to Eat Puts Israel in a Bind

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