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EM COMUNICADO

Grupo de Lima pede sanções, mas rejeita intervenção na Venezuela

Em paralelo, Venezuela anuncia reabertura de fronteira com o Brasil após encontro de Maduro com senador brasileiro

Grupo de Lima pede sanções, mas rejeita intervenção na Venezuela
Venezuela atravessa uma longa crise humanitária, política e econômica (Foto: Ministério das Relações Exteriores da Colômbia)

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O Grupo de Lima pediu para que a comunidade internacional continue impondo sanções ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela, considerado ilegítimo pelo grupo. No entanto, o grupo rejeitou qualquer tipo de intervenção militar no país, solicitando ainda que os governos retirem possíveis serviços de inteligência da Venezuela.

Os pedidos foram feitos na última segunda-feira, 15, através de um comunicado. Nele, os governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e da própria Venezuela – na figura do governo paralelo formado pelo opositor Juan Guaidó –, que formam o Grupo de Lima, voltaram a pressionar Maduro.

“A Venezuela vive uma crise humanitária, política, econômica e moral causada pelo regime ilegítimo e ditatorial de Nicolás Maduro, que constitui uma ameaça à paz e segurança internacionais, com consequências regionais e globais”, diz o comunicado.

Ainda no comunicado, os países solicitam que a comunidade internacional facilite a transição de poder na Venezuela, dirigindo o pedido aos governos de Rússia, China, Cuba e Turquia, que apoiam Maduro. Segundo a nota, o atual regime da Venezuela impacta negativamente a América Latina.

Para o Grupo de Lima, Maduro não se demonstrou aberto ao diálogo e, por isso, deve sair do poder para dar início ao processo de “restabelecimento da democracia e da ordem constitucional”. Para isso, seriam convocadas novas eleições – os países da aliança consideram Guaidó como “presidente encarregado”, enquanto um novo pleito não é organizado.

“[Os países] reiteram o seu apoio a um processo pacífico de restauração da democracia e do estado de direito na República Bolivariana da Venezuela, conduzido pelos próprios venezuelanos no âmbito da Constituição e do Direito Internacional, e condenam o uso da força pelo regime ilegítimo de Maduro”, aponta o comunicado.

Devido à crise humanitária na Venezuela, a Cruz Vermelha Internacional triplicou a ajuda no país na última semana, destinando mais de US$ 24 milhões para lidar com a situação. Enquanto isso, o Grupo de Lima instou o governo de Maduro a libertar presos político e cessar as práticas de detenções arbitrárias, torturas e ações de grupos paramilitares.

Por fim, Grupo de Lima convidou ainda grupos internacionais e outros parceiros regionais, como México, Uruguai e Bolívia, para participarem do diálogo de restabelecimento da situação na Venezuela. Além disso, fez uma crítica velada ao Equador, classificando a participação do país como “exitosa”.

Brasil e Venezuela

Enquanto o Grupo de Lima divulgava a nota para aumentar a pressão sobre o governo Maduro, o senador brasileiro Telmário Mota (Pros-RR) se reuniu com o presidente Nicolás Maduro. No encontro, Mota e Maduro reforçaram a relação de paz entre os países.

Ademais, o governo da Venezuela anunciou a reabertura da fronteira com o Brasil, após o diálogo entre Mota e Maduro. O anúncio foi feito na noite da última segunda-feira pelo ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza.

“Temos acordado em trabalhar na reabertura dos postos fronteiriços ao sul do país, entre Santa Elena de Yairén e o município de Pacaraima. […] Tem sido uma visita pela paz […] pelas relações bilaterais. O importante é manter as relações de respeito mútuo, de paz, onde não há intolerância, se respeita a diversidade e que não se ameace com a guerra”, declarou Arreza.

Mota, por sua vez, garantiu que as Forças Armadas brasileiras também não estão de acordo com possíveis interferências.

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