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Execução

Grupo ligado ao Estado Islâmico decapita refém francês na Argélia

Grupo radial argelino Jund al-Khilafah divulgou um vídeo da decapitação de um refém francês como punição à França por ataques contra o Estado Islâmico

Grupo ligado ao Estado Islâmico decapita refém francês na Argélia
O francês Hervé Pierre Gourdel tinha 55 anos e viajou para a Argélia para conhecer as montanhas locais (Reprodução/Facebook)

O grupo fundamentalista argelino Jund al-Khilafah, aliado do Estado Islâmico, divulgou nesta quarta-feira, 24, um vídeo mostrando a decapitação do refém francês Hervé Pierre Gourdel. Intitulado “Mensagem de sangue ao governo francês”, o vídeo exige que a frança cesse os ataques contra os jihadistas no Iraque e na Síria.

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Gourdel era guia de montanha e tinha 55 anos. Ele foi sequestrado no último domingo, 21. Na última terça-feira, 23, ele apareceu em um vídeo divulgado pelos jihadistas. No vídeo, Gourdel confirma seu nome, idade, diz que chegou à Argélia no dia 20 deste mês e foi sequestrado no dia seguinte. Depois, os jihadistas deram um prazo de 24h para que a França cessasse os ataques contra o Estado Islâmico no Iraque e contra grupos jihadistas na Argélia e no Mali, caso contrário o refém seria executado.

Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, confirmou o sequestro e a identidade de Gourdel. Porém, o governo francês rejeitou o ultimato. O exército argelino chegou a lançar uma operação de resgate com 1.500 soldados em Cabília, no norte do país, mas não obteve sucesso.

Em seu discurso nesta quarta-feira, 23, na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente francês, François Hollande, disse que a França não pretende deixar a aliança ocidental contra o Estado Islâmico. “Hervé Gourdel foi assassinado de forma cruel e vergonhosa. Ele tinha ido à Argélia por sua paixão pelas montanhas. Foi vítima de um crime hediondo, e os autores devem ser punidos. As operações aéreas militares continuarão enquanto for necessário”, disse Hollande.

Fontes:
O Globo-Refém francês na Argélia é decapitado por extremistas de grupo ligado ao EI

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