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CRISE HUMANITÁRIA

Guaidó volta a garantir entrada de ajuda humanitária na Venezuela

Autoproclamado presidente da Venezuela, Guaidó noticiou que membros das Forças Armadas, posicionados na fronteira com a Colômbia, estão se unindo ao movimento

Guaidó volta a garantir entrada de ajuda humanitária na Venezuela
Chegada de ajuda humanitária está prevista para este sábado (Foto: Ivan Duque/Twitter)

O presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, garantiu que a ajuda humanitária entrará no país neste sábado, 23. Pelas redes sociais, Guaidó afirmou que alguns membros das Forças Armadas venezuelanas “decidiram se juntar àqueles que estão resgatando a democracia na Venezuela”.

Somado ao texto, Guaidó compartilhou um vídeo atravessando a fronteira da Colômbia para a Venezuela, acompanhado de alguns membros da Guarda Nacional, que estariam fechando a fronteira anteriormente.

Em outra postagem, Guaidó esclareceu que os membros das Forças Armadas que se unirem ao movimento da oposição a Maduro não são desertores. “[Eles] decidiram se colocar ao lado do povo e da Constituição. Bem-vindos! A chegada da liberdade e da democracia na Venezuela já é imparável”.

A união destes membros das Forças Armandas renova as esperanças da oposição venezuelana de garantir a entrada da ajuda humanitária no país neste sábado, conforme fora prometido anteriormente. O presidente eleito, Nicolás Maduro, por sua vez, segue rejeitando a ajuda humanitária liderada por Estados Unidos, Chile, Colômbia e Brasil.

Na noite da última sexta-feira, 22, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou o fechamento total da fronteira com a Colômbia. Anteriormente, somente a fronteira com Cúcuta havia sido bloqueada, assim como todos os portos do país. “Está tomada a decisão de um fechamento temporário total de todas as pontes: Simón Bolívar, Santander e Unión”.

De acordo com o portal G1, dois caminhões venezuelanos, conduzidos por motoristas venezuelanos, saíram de Boa Vista (RR) em direção à Venezuela no início da manhã deste sábado. Os veículos já chegaram a Pacaraima (RR), mas a fronteira segue fechada. Os caminhões, que carregam entre 6 e 7 toneladas de suprimentos, estão sendo escoltados pela Polícia Federal até a fronteira. Os veículos estariam carregados de medicamentos e alimentos.

Na última sexta-feira, a tensão na fronteira com o Brasil devido a chegada de militares venezuelanos já havia causado mortes de venezuelanos. Segundo informações do New York Times, pelo menos duas pessoas morreram na região da cidade de Santa Elena, que faz fronteira com Pacaraima (RR).

Tensão continua

Neste sábado, os confrontos entre as Forças Armadas e os cidadãos venezuelanos parecem ter mudado de lugar na fronteira. Isso porque, membros da Guarda Nacional dispararam bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes em Ureña, que faz fronteira com a Colômbia.

O autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, convocou, para este sábado, novas manifestações por toda a Venezuela. Guaidó pediu, pelas redes sociais, que os cidadãos venezuelanos vão às ruas trajando roupas brancas e se “manifestem em paz” para exigir que as Forças Armadas permitam a entrada da ajuda humanitária.

“Às Forças Armadas, reiteramos nosso pedido: obedeçam à Constituição, deixem passar a ajuda humanitária e coloquem-se ao lado do povo. Hoje vocês têm em suas mãos as vidas de centenas de milhares de venezuelanos. Todo o país e o mundo terão seus olhos sobre vocês. Decidam bem”, afirmou.

Em contrapartida, Maduro voltou a convocar, neste sábado, venezuelanos apoiadores de seu governo a irem às ruas para demonstrar apoio a “nossa independência”. “Não haverá guerra na pátria de Bolívar e Chávez, aqui triunfará a paz”.

 

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