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Questão racial

Há 50 anos, Lei de Direitos Civis deu fim ao ‘apartheid’ dos EUA

Da exclusão à cidadania, os Estados Unidos celebram meio século do fim da segregação racial

Há 50 anos, Lei de Direitos Civis deu fim ao ‘apartheid’ dos EUA
1950: bebedouros separados para brancos e negros na Carolina do Norte, Estados Unidos (Reprodução/Elliott Erwitt/Magnum/Latinstoc)

No dia 2 de julho de 1964, o então presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson, assinou a Lei de Direitos Civis, que estabelecia o fim da segregação racial em escolas, ambientes de trabalho e locais públicos de todo o país.

Meio século depois, os EUA têm um presidente negro à frente da Casa Branca e a separação de espaços para negros e brancos tornou-se apenas um capítulo passado da tortuosa saga negra rumo à conquista de seus direitos civis.

Muita coisa mudou nos Estados Unidos após a criação da lei. Os negros viram sua renda familiar crescer, assim como o número de adultos que concluem os ensinos médio e superior nos estados americanos. Além disso, a união inter-racial já é uma realidade para uma a cada seis uniões no país.

Entretanto, as disparidades nos campos sociais e econômico permanecem, sendo ocasionadas por diferentes fatores. “No caso do acúmulo de bens, por exemplo, os esforços sistemáticos para evitar que afro-americanos adquirissem riquezas certamente têm um impacto até hoje”, explica Para Peter Myers, da Universidade do Wiscondin. Atualmente, o acúmulo de bens das famílias brancas, que há 30 anos superava em quatro vezes o das famílias negras, em 2010 passou a ser seis vezes maior.

A diferença entre o número de negros e brancos desempregados, por exemplo, é  de seis pontos percentuais a mais hoje do que há 50 anos atrás. O panorama foi agravado pela crise, que dificulta a reinserção da raça no mercado de trabalho, conforme os dados do Departamento do Trabalho. Além disso, a renda média das famílias afro-americanas ainda representa menos de dois terços da de uma família branca e não hispânica.

Segundo Gavin Wright, da Universidade de Stanford, “a raça ainda é fator determinante nos EUA e isso é refletido nos indicadores econômicos”.

Fontes:
Folha de S. Paulo-Fim do apartheid americano completa 50 anos

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1 Opinião

  1. Ludovino Azambuja disse:

    O racismo americano é antropologicamente muito interessante: trazer para um patamar superior outras etnias, os faz se sentirem mais superiores ainda. Os americanos nunca reconheceram o “apartheid” como política de estado e a Lei dos direitos civis foi para evitar que o descontentamento dos negros, tornasse o país insuportável para os brancos, uma África do Sul.

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