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TERRORISMO

Há risco de atentados com armas químicas, alerta premier francês

Advertência foi feita por Manuel Valls ao solicitar à Assembleia Nacional a prorrogação do estado de emergência na França por três meses

Há risco de atentados com armas químicas, alerta premier francês
'Estamos em guerra. E não o tipo de guerra a que tragicamente a história nos acostumou', afirmou Manuel Valls (Fonte: Reprodução/AFP)

O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, disse nesta quinta-feira, 19, que há risco de um atentado com “armas químicas ou bacteriológicas” no país.

De acordo com a agência de notícias AFP, a advertência foi feita pelo premier francês ao solicitar à Assembleia Nacional a prorrogação do estado de emergência no país por três meses. A medida foi aprovada pelo parlamento francês nesta quinta-feira, 19.

Leia também: E se o Estado Islâmico adquirir uma arma nuclear?

“Estamos em guerra. E não o tipo de guerra a que tragicamente a história nos acostumou. Não, uma guerra nova — externa e interna —, na qual o terror é o primeiro objetivo e a primeira arma”, disse o premier aos deputados.

A polícia francesa informou que os policiais estão autorizados a manter suspeitos em prisão domiciliar, coletar dados e grampear telefones de pessoas que possam constituir uma ameaça e portar armas mesmo fora de serviço enquanto o país estiver em estado de emergência, que foi declarado após os atentados terroristas da última sexta-feira, 13, em Paris.

Segundo o procurador francês François Molins, uma megaoperação policial realizada nesta quarta-feira, 18, deteve um grupo que planejava um novo ataque e estava “pronto para agir”. Um total de oito pessoas foram detidas, sendo sete homens e uma mulher, e duas pessoas morreram: uma mulher explodiu um colete e um homem foi atingido por tiros e granada. O principal alvo da operação era encontrar o belga Abdelhamid Abaaoud, 27, considerado o mentor dos ataques em Paris. Nesta quinta-feira, 19, a procuradoria francesa informou que ele foi morto durante a operação.

Além disso, a agência de notícias Reuters informou que o grupo detido na megaoperação da polícia francesa planejava realizar um ataque ao distrito financeiro parisiense de La Defense.

Luta internacional contra o Estado Islâmico

Na última quarta-feira, 18, o presidente francês, François Hollande, pediu que as potências mundiais superem interesses divergentes para se unir na luta contra o Estado Islâmico. Na próxima terça-feira, ele vai a Washington para falar com o presidente Barack Obama  e depois para Moscou para falar com o presidente Vladimir Putin.

Nos últimos dias, a Rússia e os Estados Unidos parecem estar competindo para ver quem atinge mais alvos sírios. No entanto, a cooperação entre os dois países está apenas na troca de notificações para garantir que os aviões de guerra não estejam operando na mesma hora e no mesmo lugar. Isto ocorre porque o governo de Obama continua desconfiado do anseio de Putin de formar uma grande coalizão militar, incluindo compartilhamento de inteligência, contra o Estado Islâmico. Talvez por isso, o governo americano parece querer testar primeiro a vontade de Putin de seguir um acordo político para terminar com a guerra na Síria.

Neste ponto, a França concorda com os Estados Unidos, admitindo que a permanência do presidente sírio, Bashar al-Assad, no poder e a guerra contra sua própria população abriram espaço para que o grupo terrorista crescesse.

Enquanto isso, a Bélgica está realizando uma série de operações para prender suspeitos militantes do grupo. Na última quinta-feira, 19, ocorreram pelo menos seis operações em Bruxelas, capital do país. O primeiro-ministro belga Charles Michel afirmou que o país deve gastar mais 400 milhões de euros para combater a violência do grupo, monitorando os suspeitos e aprimorando os serviços de inteligência.

Fontes:
G1 - Premier francês adverte para risco de atentados com armas químicas
The Washington Post-As France seeks a grand coalition, Obama is wary of allying with Russia
Estado de S.Paulo-Polícia belga realiza operações relacionadas aos ataques em Paris
O Globo-Mentor dos ataques de Paris morreu em batida policial, diz França

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1 Opinião

  1. Ludwig Von Drake disse:

    As autoridades francesas perderam o “feeling” das coisas:primeiro, declararam guerra ao Estado Islãmico, isso significa reconhecê-los como força beligerante que luta por um Estado, o que vincula a todos a convenção de Genebra; segundo, as declarações diárias perpetuam o clima de terror, exatamente o que quer o inimigo.

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