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A QUESTÃO DE JERUSALÉM

Hamas convoca nova intifada contra Israel

Medida foi tomada em resposta à decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital israelense

Hamas convoca nova intifada contra Israel
Líder do Hamas disse que a ação de Trump é uma 'declaração de guerra' contra os palestinos (Foto: Twitter)

O líder do movimento palestino Hamas, Ismail Haniya, rechaçou nesta quinta-feira, 7, a decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

Em um discurso na cidade de Gaza, Haniya disse que a ação de Trump é uma “declaração de guerra” contra os palestinos e que ela matou o processo de negociação de paz entre Israel e a Palestina. Por conta disso, ele convocou uma nova intifada contra Israel, como são chamadas as insurreições populares palestinas contra o país.

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“Essa decisão matou o processo, matou o acordo de Oslo, matou o processo de resolução. […] A decisão dos EUA é uma agressão, uma declaração de guerra contra nós, contra os principais santuários cristãos e muçulmanos no coração da Palestina, Jerusalém. […] Devemos convocar e trabalhar para lançar a intifada na face de nosso inimigo sionista. […] Façamos do 8 de dezembro o primeiro dia da nova intifada contra os ocupantes”, disse o líder do Hamas.

Haniya ressaltou ainda o fato de que os palestinos consideram uma Jerusalém unificada, árabe e muçulmana como capital de seu futuro Estado e pediu união às diferentes ramificações políticas palestinas, em uma clara referência ao Fatah, grupo político rival do Hamas.

“A Jerusalém unificada é árabe e muçulmana, e é a capital do Estado Palestino e de toda a Palestina. […] Estamos aqui hoje em um momento crítico da história da questão da Palestina e da questão de Jerusalém. Um momento crítico da história das nações árabes e muçulmanas diante da decisão provocativa, da decisão injusta dos EUA”, disse Haniya.

A resposta palestina é a primeira consequência da ação de Trump, que ignorou os alertas de líderes de vários países para que não fosse adiante com a medida, sob o risco de aumentar a violência entre israelenses e palestinos e comprometer as negociações da solução de dois Estados.

Condenação global

Líderes de vários países condenaram a decisão de Trump, logo após o pronunciamento oficial do presidente americano. O presidente da França, Emmanuel Macron, disse se tratar de uma “decisão lamentável que a França não aprova”, que a medida “viola as leis internacionais e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU” e que o status de Jerusalém “terá de ser determinado por israelenses e palestinos em negociações sob a tutela das Nações Unidas”.

No Reino Unido, a primeira-ministra Theresa May disse discordar da decisão de Trump e acreditar que a medida não ajudará o processo de paz na região. “Não concordamos com a decisão dos EUA de transferir sua embaixada para Jerusalém e de reconhecer a cidade como capital israelense. Acreditamos que [a medida] não ajudará em termos de perspectivas de paz na região”, disse May.

A alta representante da União Europeia para Relações Exteriores e Política de Segurança do bloco, Federica Mogherini, expressou preocupações sérias frente à ação de Trump. “As aspirações de ambas as partes [no conflito israelo-palestino] devem ser cumpridas e, por meio de negociações, deve ser encontrada uma maneira de resolver o status de Jerusalém como a futura capital dos dois Estados”, disse Mogherini.

Em comunicado oficial, o Ministério do Exterior do Egito declarou que “decisões unilaterais como essa violam as resoluções de legitimidade internacional e não mudarão o status legal da cidade de Jerusalém”. “O Egito está extremamente preocupado com os possíveis efeitos dessa decisão para a estabilidade da região”, disse o comunicado.

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que a questão de Jerusalém deve ser decidida por meio de negociação. “Desde o primeiro dia como secretário-geral das Nações Unidas, eu tenho consistentemente contestado qualquer medida unilateral que possa colocar em perigo a perspectiva de paz para o conflito israelo-palestino”, disse Guterres. O Conselho de Segurança da ONU anunciou uma reunião de emergência discutir a questão.

O único país a celebrar e expressar apoio à decisão de Trump foi Israel, que descreveu a ação como “justa e corajosa”. “A decisão do presidente é um passo importante para a paz, porque não há paz que não inclua Jerusalém como capital do Estado de Israel”, disse o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu.

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2 Opiniões

  1. DINARTE DA COSTA PASSOS disse:

    Deixe que venha Hamas, Hezbolah, Estado islâmico, Turquia, Irã e qualquer outro País que quiser experimentar as forças de Israel. Nós estamos preparados para qualquer eventual batalha que possa acontecer. Já nem falo de Egito, Síria, Iraque, Jordânia e Líbano pois estes já tiveram o desprazer de enfrentar as poderosas forças israelense e saíram humilhados até ao pó da terra.

    Estas nações não capazes de mensurar o tamanho da capacidade bélica de Israel. Será que a máquina de guerra deles todos juntos lutando contra o poderoso Exército Israelense tem capacidade para resistir por mais de seis? Pra vencer estes patifes Israel não precisa nem mexer no seu arsenal, químico, biológico e nuclear. Eu estou torcendo pelo Armagedom, pois só assim acaba logo esta farra de árabes querer mandar em terras judaicas.

  2. Carlos disse:

    Não vai haver intifada coisa alguma, pois se houver carros bomba, homens bomba, ataques terroristas em Jerusalém, a destruição que resultar desses ataques, vai colocar o mundo contra eles, incluindo o mundo muçulmano.

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