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TECNOLOGIA

Hidroaviões podem voltar à linha de produção

Uma antiga tecnologia está prestes a ganhar um novo sopro de vida com a retomada do uso dos hidroaviões

Hidroaviões podem voltar à linha de produção
Durante a Segunda Guerra Mundial, eles foram usados como aviões militares para transporte de um grande número de tropas em longas distâncias (Foto: Wikipedia)

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Atualmente, os hidroaviões são uma espécie de peça de museu, mas esses aviões, que têm flutuadores em lugar de rodas ou que usam a  fuselagem para pousar na superfície da água, fizeram um enorme sucesso em determinada época. Na década de 1930 eles eram aviões civis luxuosos, que transportavam turistas ricos pelos lagos e mares do império britânico. Nos anos 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, eles foram usados como aviões militares para transporte de um grande número de tropas em longas distâncias, detectando e destruindo submarinos, e resgatando pilotos que haviam efetuado um pouso forçado sobre a água.

Os hidroaviões ficaram obsoletos em razão de uma das consequências da guerra. As pistas de pouso e decolagem de concreto construídas na época passaram a ser usadas na aviação civil. Como não precisavam dessas pistas os hidroaviões desapareceram de circulação. O Saunders-Roe Princess, a última versão britânica, foi o maior hidroavião de metal construído no mundo (era semelhante em tamanho a um Boeing 747). Mas depois da construção de apenas três aviões, sua produção foi cancelada no início da década de 1950.

Houve tentativas de retomar seu uso, como na Grã-Bretanha, onde pesquisadores do Imperial College, em Londres, projetaram um hidroavião com um design em que a asa unia-se ao corpo do avião para reduzir a resistência do ar e usaram materiais compósitos modernos para dar mais leveza à fuselagem, sem diminuir a força necessária para suportar os pousos frequentes na água. Esse hidrovião poderia, segundo os pesquisadores, transportar até 2 mil passageiros com mais economia de combustível do que os grandes jatos existentes. Porém, como precisaria de um tipo de aeroporto não convencional onde pudesse operar, o projeto foi abandonado.

No entanto, nem todos os lugares têm aeroportos e nos últimos anos, por causa das disputas territoriais no mar da China Meridional, os Estados Unidos e a China reexaminaram a questão de retomar o uso dos hidroaviões. Os chineses foram mais rápidos em sua decisão e já começaram a construir uma nova geração de hidroaviões.

Fontes:
The Economist-Enter, the dragon

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