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ASSASSINATOS EM SÉRIE

Homem admite ser mais famoso serial killer da Coreia do Sul

Lee Choon-jae teria estuprado e matado 14 mulheres – nove delas reconhecidas do caso do serial killer de Hwaseong, ocorrido entre 1986 e 1991

Homem admite ser mais famoso serial killer da Coreia do Sul
Os crimes foram cometidos entre os anos de 1986 e 1991 (Foto: Yonhap)

Um homem de 56 anos admitiu, nesta quarta-feira, 2, ser responsável pelo que é considerado o pior caso de assassinato em série da Coreia do Sul. Lee Choon-jae teria estuprado e matado 14 pessoas, além de ter violado ou tentado violar outras 30.

Choon-jae está cumprindo prisão perpétua desde 1995 por estuprar e matar sua cunhada em 1994. A admissão do suspeito ocorreu depois que análises de DNA, reveladas em meados do último mês de setembro, vincularam Choon-jae a pelo menos quatro das nove mortes conhecidas do serial killer de Hwaseong, que cometeu os crimes entre 1986 e 1991. Além dos nove óbitos, Choon-jae admitiu outros cinco assassinatos e as tentativas de violações de 30 mulheres.

“Aprendemos que a detecção de DNA era possível em alguns casos após um longo período de tempo, mesmo que o DNA não fosse detectado em primeiro lugar. Esse é um ponto (inicial) em que solicitamos análises forenses”, explicou o policial Ban Ki-soo em uma entrevista no último dia 19 de setembro.

O teste revelou que o DNA de Choon-jae estava presente nas roupas íntimas e outros pertences de quatro vítimas, que foram estupradas e assassinadas. Testemunhas também reconheceram Choon-jae, afirmando que o rosto do prisioneiro corresponde com o do suspeito.

Em um primeiro momento, Choon-jae negou envolvimento com os crimes, sendo apoiado por sua mãe e idosos que ainda vivem em Hwaseong, cidade na qual ocorreram os assassinatos. Eles afirmaram que Choon-jae é uma “boa pessoa” e não poderia ter cometido os crimes, que ainda assombram a população.

Funcionários da prisão de Busan, onde Choon-jae cumpre pena, também revelaram ter ficado surpresos. Segundo eles, Choon-jae é um prisioneiro-modelo, silencioso, sempre seguia as regras e não se envolvia em brigas com outros prisioneiros.

Na Coreia do Sul, prisioneiros sentenciados à prisão perpétua podem solicitar liberdade condicional depois de cumprirem 20 anos da pena, caso demonstrem arrependimento. Porém, com as novas evidências, Choon-jae não deve conseguir ser posto em liberdade.

A mídia sul-coreana afirma que a admissão de Choon-jae só ocorreu após intensos interrogatórios policiais, que foram liderados por detetives e investigadores veteranos, incluindo policias que participaram de detenções de outros assassinos.

Os nove assassinatos cometidos pelo assassino em série teriam ocorrido em áreas rurais de Hwaseong, ao sul da capital Seul, entre os anos de 1986 e 1991 – outro assassinato foi cometido, mas foi considerado um crime feito por um imitador. As vítimas teriam entre 13 e 71 anos. A série de assassinatos brutais ficou tão famosa que inspirou o filme Memories of Murder, de 2003.

O assassino não usava armas mortais, mas estrangulava as vítimas, que estavam voltando para casa tarde da noite ou ao amanhecer, com meias ou objetos pessoais. Em seguida, o criminoso mutilava os corpos. Os crimes teriam sido cometidos depois que Choon-jae voltou do serviço militar obrigatório.

Em sua admissão, Choon-jae apresentou inúmeros detalhes sobre os crimes cometidos, incluindo mapas dos locais desenhados a mão. “Ele parece ter passado por uma mudança de atitude na semana passada e confessou. Não foi a polícia que a induziu”, explicou um policial, segundo noticiou a agência de notícias Yonhap. A polícia deve continuar as investigações, mas os detetives estão confiantes de que a confissão seja verdadeira.

Mesmo com a admissão, porém, segundo o New York Times, Choon-jae não poderá ser processado pelos assassinatos. Isso porque o prazo de prescrição – de 15 anos na Coreia do Sul – já foi ultrapassado. No entanto, com as novas revelações, as chances de liberdade condicional do suspeito foram praticamente descartadas.

Fontes:
Yonhap-Hwaseong serial murderer may have confessed as chances of parole dimmed
The New York Times-Man Confesses to Brutal Killings That Terrorized South Korea, Police Say

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