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MEIO AMBIENTE

Hong Kong proíbe comércio de marfim

Ativistas ambientais celebraram a decisão como um grande passo, já que Hong Kong é o maior mercado de marfim do mundo

Hong Kong proíbe comércio de marfim
Multa e pena para contrabando de marfim também aumentaram (Foto: Pixabay)

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Hong Kong proibiu o comércio de marfim após anos de campanha de ativistas ambientais. Os políticos votaram a favor de uma emenda numa lei para proibir a venda de marfim a partir de 2021. Segundo pesquisadores, Hong Kong é o maior mercado de marfim do mundo.

A proposta também inclui penas mais duras para o contrabando de marfim e de outras espécies ameaçadas para deter as vendas no mercado negro. A partir da nova lei, a sentença máxima vai dobrar a multa atual, chegando a HK$ 10 milhões (cerca de R$ 4 milhões). Além disso, a pena máxima vai ser de dez anos de prisão em vez dos dois anos atualmente previstos.

Ativistas ambientais celebraram a decisão como um grande passo para diminuir a caça, que mata dezenas de milhares de elefantes na África. A proibição em Hong Kong, contudo, demorou mais do que em Pequim. A China, que é a maior fonte de demanda de marfim, proibiu as vendas no início do ano, após fechar as fábricas que esculpiam marfim e as lojas no final de março do ano passado.

“Primeiro foi a China, depois Hong Kong. Agora nós vamos levar a proibição para a Europa para parar o maior exportador legal de marfim do mundo”, disse Bert Wander, diretor da campanha no site de petições públicas Avaaz.

A lei atual em Hong Kong permitia o comércio nacional de marfim, que datavam antes da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES, na sigla em inglês). Pela CITES, o comércio de marfim passou a ser regulado na década de 1970, antes de uma proibição total em 1990 do comércio internacional. Ativistas dizem que revendedores estão explorando esta lacuna para lavar dinheiro, fazendo de Hong Kong um grande centro do mercado negro.

Estima-se que o estoque de marfim em Hong Kong seja de 670 toneladas. No entanto, o governo se recusou a oferecer qualquer tipo de compensação para os donos de lojas de marfim ou para os comerciantes licenciados.

Fontes:
Independent-Hong Kong votes to ban ivory sales one month after China embargo comes into force

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