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Hora extra extrema

O estresse da sobrecarga de horário no mercado de trabalho atual

Hora extra extrema
Em análise de variáveis, foi concluído que uma regulamentação menos rígida do mercado de trabalho influencia o número de horas extras (Foto: Flickr)

Nos Estados Unidos o hábito de ter uma carga horária de trabalho excessiva (mais de 50 horas por semana) difundiu-se nos últimos anos. Em um famoso artigo escrito em 2005, Peter Kuhn e Fernando Lozano mostraram que o percentual de empregados, homens de 25 a 64 anos, que em geral trabalhavam 50 horas ou mais por semana em seu trabalho principal havia aumentado de 14,7% em 1980 para 18,5% em 2001. Mas não existem informações tão precisas a respeito do mercado de trabalho na Europa. Uma nova pesquisa de Anna Burger da Universidade Centro-Europeia revelou dados interessantes.

O primeiro gráfico em sua pesquisa mostrou que, sobretudo entre pessoas altamente qualificadas, o costume de trabalhar um número maior de horas do que o habitual disseminou-se a partir da década de 1980. Na Holanda, por exemplo, um país visto com frequência como um refúgio de práticas de trabalho sensatas, a proporção de empregados de tempo integral, que trabalham exaustivamente mais de 50 horas por semana aumentou nos últimos anos.

Porém, como outro gráfico mostrou, a tendência de prolongar o número de horas de trabalho não é  um hábito regular. Então, quais são os fatores que influenciam a prática de horas extras de trabalho? Anna Burger sugeriu diversas hipóteses; mas depois de fazer a análise de uma série de variáveis, a pesquisadora descobriu dois fatores muito importantes. O primeiro foi o que ela chamou de “regulamentação do mercado de trabalho”, um índice que inclui dados específicos, como a dificuldade de demitir um funcionário e a rigidez das regras da carga horária de trabalho. Em sua análise de variáveis, Burger concluiu que uma regulamentação menos rígida do mercado de trabalho influencia o número de horas extras. Em sua hipótese, que parece plausível, quando os empregados têm menos direitos trabalhistas, os chefes acham mais fácil pressioná-los a estender o horário de trabalho.

Fontes:
The Economist - Why do people do it to themselves?

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